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quinta-feira, 4 junho, 2020

Maior gravadora gospel do país completa 10 anos

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Em entrevista exclusiva à Comunhão, o diretor e CEO da Sony Music Gospel, Maurício Soares, falou sobre como a gravadora se tornou a maior do segmento no país em 10 anos

Líder do mercado fonográfico brasileiro, a Sony Music completa 10 anos de implantação da música gospel. Projeto implantado e liderado até hoje por Maurício Soares, CEO e diretor da Sony Music Gospel.

“Nem conseguimos elencar todas nossas vitórias, conquistas, recordes, marcas. Apenas tenho que reconhecer que este projeto está nas mãos do Senhor”, declarou.

A gravadora tem acompanhado o ritmo intenso que o mercado fonográfico vivencia em tempos de plataformas digitais. E se tornou a maior do segmento gospel do Brasil.  Em uma entrevista exclusiva à Comunhão, Maurício falou sobre o crescimento da música gospel digital no país e como a Sony ganhou projeção no mercado nacional.

Ele também destacou que “repetir o mantra de que o mercado gospel é atrasado” só atrapalha o avanço e impede a música cristã de se colocar junto às inovações. Confira!

Há 10 anos você iniciou um projeto ousado na Sony Music, no qual se transformou na maior no país no segmento gospel. Como é gerir isso?

Hoje estamos oficialmente completando 10 anos do projeto de música gospel na Sony Music Brasil. Do primeiro dia de nosso projeto até hoje, dependemos exclusivamente da boa vontade do Senhor e Ele tem sido muito bom conosco! Nem conseguimos elencar todas nossas vitórias, conquistas, recordes, marcas. Apenas tenho que reconhecer que este projeto está nas mãos do Senhor. E como Deus usa pessoas para suas estratégias, tenho plena convicção de que vocês, profissionais de mídia, têm sido instrumentos fundamentais para que nossos conteúdos cheguem ao maior número de pessoas e por isso mesmo, preciso agradecer a cada um de vocês por todo apoio ao longo desta primeira década e aproveito para reiterar nossa parceria por mais 10 anos! Deus nos abençoe!

Nesses anos que atua nas gravadoras, você passou por mudanças no mercado musical até chegar ao digital. Como foi viver esse processo de transição e trabalhar para que os artistas também ampliem essa visão como estratégia de mercado?

A indústria fonográfica talvez seja o segmento que tem mais se reinventado nos últimos 50 anos teve várias mudanças de tecnologia, de equipamentos, de formas de consumo e a indústria fonográfica se reinventou nesses anos todos. O mercado da música vem se reinventando ao longo dos 50 anos. Talvez neste momento a gente esteja vivendo o melhor momento da indústria, onde o consumo da música ela é global. Os artistas eles têm um papel preponderante nessa transição, por isso mesmo que a Sony há pelo menos sete anos vem investindo em capacitação, treinamento e troca de informação entre nossa equipe, o mercado e os artistas. O gospel sempre foi muito reconhecido como um mercado mais conservador, mais lento, mais distante das novidades e das mudanças, e a gente observa que no digital, a mudança no gospel foi muito mais rápido do que se esperava. A Sony não lança produtos físicos há cinco anos, mesmo tendo artistas pentecostais e que teoricamente é um segmento mais conservador. Do ponto digital, somos a gravadora mais atualizada.

Qual a análise que você faz do que foi o mercado gospel em 2019 comparando com anos anteriores? É possível afirmar que houve uma progressão, visto que muitos cantores ainda estavam virando a chave para o digital?

2019 foi o ano da consolidação, é 2018 e 2017 foram transição, E 2020 será de expansão. A mudança do digital é irreversível, inquestionável, inegociável e já está acontecendo. O artista que não entendeu ainda, precisa repensar e mudar, se não está fadado ao esquecimento. Nesses últimos anos houve um grande crescimento do mercado gospel. Uma das grandes características da música digital é a democratização, pois permite que o artista tenha relevância incrível, mesmo como pouco conteúdo e pouco tempo de carreira. E antes, era praticamente impossível chegar no primeiro time da música gospel em pouco tempo.

E quanto a contratação de artistas para esse ano, o que a Sony vai trazer de novidades para o seu casting de artistas nacionais e internacionais?

 Esse é um ano de estratégia da Sony. Não estamos preocupados com grandes contratações. Agora é o momento de fazermos com que esses artistas que foram contratados, cresçam e se tornem realidade. Esse ano o foco é muito mais de consolidação do que de contratação. Mas claro que sempre estamos atentos a oportunidades, possibilidades.

A Sony hoje é uma gravadora líder de mercado no Brasil, isso se deve sobretudo, ao trabalho de qualidade musical que é desenvolvido pela empresa junto ao investimento no marketing digital?

Quando a gente entrou no mercado há 10 anos havia muita incerteza com relação ao processo da nossa empreitada. Tive muitas dificuldades, no início foi muito difícil, inclusive com a incerteza dos próprios artistas de entrarem no projeto de uma gravadora secular. Era um projeto inédito, então, tenho muita gratidão aos artistas que continuam, ou que passaram pela gravadora no início da nossa trajetória, pois foi um passo de confiança que nos deram. O trabalho de marketing da Sony é de referência, e sempre usamos com muita estratégia. O grande diferencial para qualquer gravadora do segmento gospel é o acesso à informação. Temos acesso ao que está acontecendo na música no mundo inteiro. Temos hoje uma atualização incrível. Trabalhamos muito com a área de (TI) e de informações analíticas. Me considero um diretor artístico com base em números, não só marketing e área artística. A outra questão é também que existe uma proximidade muito grande da minha área para a área secular da companhia e que a gente está o tempo todo antenado e próximo aos singles que tem feito a diferença no mercado.

Você foi um dos pioneiros a trabalhar o marketing digital com mais intensidade, transformando contratações de artistas em grandes “eventos online”. Como surgiu essa ideia e qual a importância da interação com o público nas redes sociais? 

Sempre tivermos muito foco. Quando o facebook era muito forte, a Sony foi a gravadora gospel a ter o maior número de seguidores. A Sony é uma empresa jovem, boa parte dos funcionários são abaixo de 24 anos e essa interação ela permite com que estejamos antenados. O gospel é muito frenético de rede social, está muito ligado nas novidades e a gente só soube transformar a nossa realidade para dentro das ferramentas. Somos uma gravadora de vanguarda, pioneira no uso das ferramentas, inclusive hoje nem usamos mais a palavra marketing digital, só marketing, por que não existe um outro marketing. Continuamos preocupados em criar e aumentar consumo e a melhorar a comunicação em trabalhar o nosso público. São os mesmos pontos do marketing tradicional, mas aplicados de forma diferente. Hoje temos muito mais informação sobre o resultado das nossas campanhas e os resultados são imediatos, o que antes demorava seis meses para sentir se as ações valeram a pena ou não. Hoje, em menos de 24 horas você já sabe se valeu ou não a sua ação.

Hoje a música é 100% áudio visual, do contrário perde relevância e alcance. Nesse ponto de vista, o que é importante para o artista que está entrando nesse mercado ou mesmo aqueles que já estão a mais tempo e ainda não fez essa associação?

Se o artista quiser se tornar relevante um dia precisa entender que tudo que gira dentro do segmento. Se você fosse engenheiro não adianta você só fazer a faculdade, tem que buscar especialização, conhecimento, capacitação e atualização o tempo todo. Na música não é diferente, pois é um segmento extremamente intenso, de mudanças constantes.

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Maurício Soares implantou o projeto gospel na Sony há 10 anos. Foto: Divulgação

Qual o principal motivo na sua opinião que fez com que as grandes gravadoras seculares abrissem espaço para a música evangélica?

Da mesma da mesma forma que a Sony viu que é uma oportunidade de mercado, porque é o mercado consumidor, o Brasil hoje tem 30% da população evangélica. Então nada mais natural do que as gravadoras entendam que existe ali um público enorme consumidor, e que elas têm que entrar para atender essa demanda. A grande diferença é que a Sony não mediu esforços para entender e se incorporar dentro desse segmento. O sucesso da Sony na área gospel, foi de que nunca a gente quis entrar simplesmente como um nicho de mercado, mas em nos comunicar em atender as demandas desse mercado. O próprio fato de termos uma equipe de profissionais especializados no segmento já demonstra seriedade com que a Sony trata esse segmento.

Qual o seu palpite para o que chamamos de “promessa”, que será destaque para esse ano na música gospel? Podemos afirmar que existem cantores que vão estourar em 2020?

Existem muitos artistas que já estão ensaiando o crescimento nesses últimos dois anos. Há muitos jovens como a Isa Ribeiro, que já tem uma certa relevância em rede social, em canal de vídeo e de áudio streaming. Mas vamos ver muitos artistas surgindo ao longo desses próximos anos exatamente por essa característica democrática da música digital, onde você também rompe com a necessidade do artista ter que viver entre Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje temos artistas do Tocantins, como a própria Ana Vitória, que saiu de Araguaína, e que começou a trabalhar na internet. O que temos visto hoje é artistas que surgem com uma única música, se tornam rapidamente muito grandes, mas se ele não tiver uma produção continua de música de qualidade, vai ser somente um hit e vai ficar pelo caminho.

A indústria musical gospel no Brasil cresceu muito nos últimos anos, sobretudo nesse tempo de digital. Podemos dizer que a música cristã brasileira virou uma referência no mundo? Por quê?

A música cristã no Brasil é líder, os maiores números, resultados estão no Brasil. Então o país é sim uma referência, e tem uma característica, que é uma riqueza de estilos musicais que talvez nos Estados Unidos não tenha. Por exemplo, nós temos aqui um segmento único que é a música Pentecostal, que só existe no Brasil. As vezes é até difícil à gente explicar o que seria o segmento Pentecostal para quem é de fora do país por que não existe essa referência. O Brasil é um mercado onde as pessoas estão muito atentas e especialmente a América Latina é muito ligada no que produzimos aqui. De qualquer forma o Brasil é uma ilha, estamos rodeados de espanos e a dificuldade da língua é o que nos atrapalha.

Qual a projeção que você faz para a música gospel daqui uns anos?

Se você for olhar do ponto de vista comparativo ao mercado secular a música gospel ainda apanha feio. Acredito que esse atraso deve ser pela demora das gravadoras do segmento em entenderem a transição. Enquanto as seculares já estavam trabalhando intensamente o digital, as gravadoras do segmento gospel ainda estavam acreditando e lançando CD, fazendo campanha contra pirataria de CD, uma coisa completamente fora de propósito. Do ponto de vista de oportunidade fico com uma impressão enorme de que nós perdemos um crescimento grande. Se hoje eu considero que 5% do mercado evangélico é consumidor música pelas plataformas digitais, então temos potencial de crescimento incrível. Vejo uma possibilidade de crescimento dentro do consumo de gospel nos próximos anos que pode ser potencial, absurdo, exponencial. Hoje temos mais ou menos 5%, quando chegarmos a 20% esses números serão incríveis. Por outro lado, vejo com muita tristeza esse atraso. Ainda temos que explicar para alguns artistas sobre a mudança do público digital. Esse é um discurso que ele ficou há três anos atrás e ainda tem artista que está dormindo. A música gospel tem pela frente alguns desafios, e o principal deles é tornar natural o consumo de música pelo digital. O Brasil é um dos países mais digitais do mundo. Então, minha expectativa é que em 2020, 2021, o mercado cresça e o consumo de música digital seja algo natural.

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