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sábado, 15 junho 2024

“Deus te ama, ganhe ou perca”, escreve jornalista às jogadoras da Copa do Mundo

Seleção Brasileira Feminina na Copa do Mundo - Foto: Thais Magalhães/CBF

“Você é mais que uma jogadora de futebol ou uma esportista. Mais do que seu corpo, seus sucessos ou fracassos. Você é amada”, diz Rosie Woodbridge

Por Patricia Scott [Premier]

A Copa do Mundo de Futebol Feminino 2023 está acontecendo na Austrália e na Nova Zelândia, desde o último dia (20). É a primeira vez que dois países hospedam a competição, que está na nona edição realizada pela FIFA (Federação Internacional de Futebol). São 32 seleções, que disputam o título mundial.

Uma jornalista evangélica escreve uma carta aberta para as jogadoras como forma de destacar o amor do Senhor. Rosie Woodbridge, da Christians in Sport, descreve no texto a mistura de emoções e sentimentos vivenciados pelas atletas.

Rosie congrega em uma igreja evangélica em Basingstoke, no Reino Unido, ao lado do marido Tom e da filha. “Não se preocupe, Deus te ama, ganhe ou perca”, escreveu Rosie.

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Ao se colocar no lugar das jogadoras, a jornalista pondera: “Estamos treinando para esse momento há longos meses, anos até. Sonhando com isso por mais tempo. Que jornada tem sido. Mas já estamos prontas”. 

Ela questiona o sentimento vivido antes de cada partida pelas jogadoras: “Qual será a sensação de atravessar o túnel e entrar em campo?”, pergunta e continua: “Enquanto a multidão aplaude e enfrentamos a oposição, o momento do destino nos aguarda. Milhões em todo o mundo estão assistindo, a pressão está aumentando. Parece que o peso do país, até do mundo, está sobre nossos ombros.”

Rosie continua com um turbilhão de perguntas, que evidenciam o nervosismo as atletas: “Eu tento manter o foco no plano de jogo, mas as perguntas surgem em minha mente: Como vou jogar? Vou brilhar ou vou desmoronar? O que o mundo vai pensar de mim? Eles vão se lembrar do meu nome? Vou ficar como uma lenda na história? Ou é melhor se esconder, assim corro menos risco de errar e ser lembrada pelos motivos errados? Minhas companheiras de equipe vão me apoiar? Meu treinador ficará satisfeito?”

A jornalista evidencia ainda toda expectativa que uma atleta pode ter sobre si e o seu desempenho. “As câmeras estão em mim. Eu pareço bem? Estou exibindo a imagem de mim mesma que espero? Vou dar uma boa impressão do esporte feminino? Posso inspirar a próxima geração de garotas?”.

E mais uma vez, Rosie aponta algumas dúvidas: “Como vou lidar se não vencermos? Como vou lidar se eu tiver um desempenho ruim? Se eu me machucar? Isso me torna um fracasso? Vou decepcionar outras pessoas? Vou me decepcionar? Ainda serei amada?”.

Mesmo diante do sucesso, a jornalista levanta possíveis insatisfações das jogadoras: “E, no entanto, como se sentirá se vencermos? Se conseguirmos tudo o que sempre sonhamos? Será o suficiente? Serei suficiente?”.

Amor do Senhor

No entanto, ao prosseguir com o texto, Rosie enfatiza as boas notícias da Bíblia. “O mundo nos diz que precisamos realizar para sermos valorizadas, para sermos suficientes, para sermos amadas. O esporte nos diz que somos tão boas quanto nosso último jogo, tão boas quanto nossas conquistas. Então, o que acontece quando perdemos? O que acontece quando falhamos?”.

Como resposta, a jornalista afirma que as Sagradas Escrituras contam uma história melhor mesmo quando parece que “perdemos algo de nós mesmas” ou “parecer que estamos incompletas”. Isto porque “Jesus Cristo demonstra Seu amor por nós da maneira mais incrível. É chocante; é extremo. Deus está em uma cruz. A própria vida é condenada à morte”.

Ela ainda cita Romanos 5.8: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. E então, Rosie pergunta: “Por quê? Por causa de todas as nossas boas ações? Nossa perfeição moral? Por causa de nossas conquistas na vida? Por causa do nosso desempenho em campo?”

E a jornalista responde: “Não. Foi antes de tudo isso. Enquanto ainda somos pecadoras. Quando não temos nada para oferecer. E mesmo assim, somos amadas”.

Rosie explica que o amor de Deus não está condicionado ao desempenho de cada atleta ou qualquer característica humana. “Não com base no nosso talento. Não com base no nosso desempenho. Não com base em nossa aparência. Não com base na nossa fama. Não com base no nosso sucesso”.

Assim, ela completa que é “com base em Deus que é amor. Cujo amor nunca falha, nunca seca. Ele te ama, porque te ama”.

Evangelho gera confiança

Rosie diz que quando o Evangelho toca o coração, é possível entrar em campo com confiança. E a explicação para isso, segundo a jornalista, é porque nada muda o amor do Senhor.

“Se você ganha ou perde, se falha ou tem sucesso; se oferece a performance de sua vida ou uma que parece a morte; se passa 90 minutos em campo ou no banco; quer marque ou sofra, você sabe que é amada. O Criador do universo ama tanto você que estava disposto a morrer por você quando não precisava. Nada pode mudar isso”.

Por fim, ela é taxativa: “Você é mais que uma jogadora de futebol. É mais que uma esportista. Mais do que seu corpo, seus sucessos ou fracassos. Não deixe que isso defina você. Você é amada. Isso é quem você é”.

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