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quinta-feira, 18 agosto 2022

Alexandre Miglioranza: “a idolatria é a adoração de si mesmo”

Pastor, teólogo e escritor Alexandre Miglioranza, autor do livro "Deus não é seu ídolo", pela Editora Mundo Cristão. Foto: Reprodução / Instagram ibmgoficial

O pastor Alexandre Miglioranza em novo livro “Deus não é seu ídolo”, pela editora Mundo Cristão, traz ensinamentos bíblicos e filosóficos sobre a idolatria

Por Victor Rodrigues 

Um cuidadoso estudo teológico, filosófico e sociológico. Com base nas Escrituras e em pensadores como Platão, Nietzsche, Kant, Feuerbach e Jung, o pastor Alexandre Miglioranza da Église Baptiste de Montpellier, na França, analisou o comportamento humano no que se refere à idolatria. 

Alexandre se aprofunda em textos bíblicos essenciais à reflexão sobre a perigosa e inútil tentativa de manipular Deus para atender aos desejos humanos.

A obra é um convite para vivenciar uma espiritualidade madura para quem deseja evitar heresias e se aprofundar em um genuíno relacionamento com Deus. 

Autor de “Deus não é seu ídolo” pela Mundo Cristão, Alexandre Miglioranza fala com exclusividade à Comunhão e dá mais detalhes sobre o novo livro. Confira!

Comunhão – Como surgiu a ideia de levantar a temática “Deus não é seu ídolo”?
Alexandre Miglioranza – Na verdade, este livro nasceu de uma série de pregações sobre quem é Deus, quem somos nós e qual é o estado da nossa relação com Deus. O intuito dessas pregações era mostrar que Deus proíbe que Ele mesmo seja transformado em um ídolo da nossa vontade como os povos pagãos faziam. Às vezes, por acharmos que adoramos o Deus revelado na Bíblia estamos isentos da idolatria.

E falando em idolatria, nós achamos muitas vezes que se trata da adoração de imagens, porém a idolatria é a adoração de si mesmo e o desejo de tomar o lugar de Deus. Daí surgiu a ideia de estudar alguns textos que nos ensinam como desenvolver um relacionamento com Deus a partir do que Ele mesmo nos revelou sobre Ele e sobre nós para que não tomemos o lugar de Deus.

Livro “Deus não é seu ídolo” do pastor e escritor Alexandre Miglioranza pela Editora Mundo Cristão. Foto: Reprodução

Qual expectativa em levantar esse debate sobre “Deus e ídolos” no meio cristão? 
A vida cristã é uma vida de constante reflexão sobre quem somos nós, quem é Deus e qual é o estado da nossa relação com ele. Esta reflexão não é uma tarefa apenas dominical. Ela não está restrita apenas ao dia da nossa conversão. Mas trata-se de uma tarefa cotidiana. Não por acaso, encontramos na Bíblia muitos ensinamentos sobre a humildade como o padrão da conduta cristã. A humildade está ligada ao ato de afligir a nossa alma.

Por que devemos afligir a nossa alma? Porque naturalmente desejamos ser como Deus, e ao nos darmos conta de que não somos Deus nós sofremos profundamente. Esta sondagem do nosso coração acontece em cada decisão e em cada ação que tomamos.

Como utilizar o saber filosófico e sociológico na área teológica? 
A Bíblia foi escrita para que o ser humano se torne consciente de quem ele é e de que ele precisa restaurar sua relação com Deus. Entretanto, a filosofia e a sociologia nos ensinam quais são as consequências práticas para todo mundo da ruptura da relação do ser humano com Deus. Por isso, o conhecimento filosófico e sociológico pode nos ajudar na conscientização dos nossos limites e das nossas incapacidades e partir daí encontrar na revelação de Deus a resposta para as crises e as angústias humanas. 

Compreende-se que a idolatria pode ser direcionada a várias coisas. Quais? 
A Bíblia diz que nós nascemos em pecado. Esta é a condição existencial humana mais básica. Desde Gênesis nós verificamos que o ser humano sempre desejou ser como Deus para poder controlar tudo à sua volta. O pecado em querer ser como Deus levou o ser humano a desumanizar os demais. É dessa condição existencial que surgem os conflitos, pois todos querem controlar tudo à sua própria maneira negando a humanidade do seu próximo exigindo que ele se adapte à sua própria vontade. Assim, mesmo que não nos curvemos diante de uma estátua, cada vez que queremos que o próximo se adapte à nós, estamos tomando o lugar de Deus e querendo ser a estátua da adoração dos outros. 

O que falta no meio cristão que precisa ser compreendido nessa temática?
Creio que o estudo mais aprofundado dos momentos históricos nos quais a Bíblia foi produzida e compilada pode nos ajudar a compreender melhor a mensagem que os escritores bíblicos nos deixaram sobre a nossa relação pessoal com Deus. 

Como diferenciar o “Deus ídolo” do “Deus verdadeiro”?
O Deus revelado nas escrituras quer mudar nosso caráter para que sejamos como seu filho Jesus Cristo. Assim, se o “deus” para quem oramos e nos relacionamos não nos constrange, não nos contradiz, não nos incomoda, não nos leva a mudar de atitude, trata-se de um deus ídolo de nós mesmos e não do Deus verdadeiro. Para adquirir esta obra acesse: “Deus não é seu ídolo“. 

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