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sábado, 27 novembro 2021

“Deus me guardou”, diz Jovem preso por crime que não cometeu

“A minha Bíblia ficou esteve lá dentro comigo e anotei as coisas que aconteceram lá”. Saiba mais!

Por Victor Rodrigues 

Na época da prisão, o nome de Luís foi divulgado em várias reportagens da região, como se fosse ele o autor do crime. Ele desenvolveu problemas psicológicos e não consegue trabalhar. “Eu tenho a sensação de as pessoa sempre terem desconfiança de mim. Ficou algo que não teve punição para ninguém. Eu fico envergonhado até hoje.”

Primeiramente, a vítima viu Luís e afirmou que não tinha sido ele. Depois os policiais procuraram novamente a vítima e levaram imagens de Luís Otávio na faculdade. Ela notou uma similaridade nas roupas dele e do estuprador, e reconheceu que tinha sido Luís. Então, ele foi preso.

Durante o período em que ficou preso ele fez algumas anotações na Bíblia. “A minha Bíblia ficou esteve lá dentro comigo e anotei as coisas que aconteceram lá. No dia 4 de novembro eu anotei: ‘Deus é fiel e me guardou’. Foi numa briga que teve lá. Foi facada, paulada. Eu não sei de onde eles conseguiram tirar a faca. Mas tinha pessoas ensanguentadas no chão. Eu chorava dia e noite”, declarou.

“Essa questão de não conseguir ficar em trabalho é muito dolorido. Muitas coisas na cabeça e aquele sentimento de tristeza. Minha vida parou ali. Desenvolvi várias coisas depois de ficar preso, mania de perseguição. Eu faço tratamento psiquiátrico e tomo vários remédios. Se eu não tomar é pesadelo a noite inteira”.

O principal indício contra ele era o de usar roupas parecidas com as do criminoso. Ao longo do processo, a Justiça negou diversos recursos da defesa, e Luís só foi libertado depois que um exame de DNA provou que ele era inocente.

Indenizações

Luís pediu indenização de R$ 1 milhão ao estado de São Paulo por danos morais pelos 11 meses preso em uma cela com quarenta acusados de crimes sexuais e homicídios. Ele perdeu na primeira instância, mas recorreu e conseguiu ganhar a causa.

No entanto, os desembargadores reduziram o valor da ação, alegando que o valor de R$ 80 mil seria suficiente para reparar os danos da prisão injusta. O estado de São Paulo ainda pode recorrer.

Com informações do G1 

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