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segunda-feira, 27 setembro 2021

Descondicionar é preciso!

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Com fé, em nome de Jesus, nós podemos quebrar as algemas do condicionamento

Por Clovis Rosa Nery

Nos Laboratórios de Análise do Comportamento há experimentos com rato, um animal inteligente e de uma energia incrível. Interessante é que, quando preso numa Caixa de Skinner, para conseguir uma simples gota de água, podemos direcioná-lo a fazer muitas coisas, condicionando assim seu cérebro, inclusive, para manusear uma pequena alavanca.

O elefante tem uma força extraordinária. Segundo diversos escritos, um dos métodos mais sutis usados no seu treinamento é o seguinte: “Quando novinho, ele é amarrado numa árvore. Ele se esforça para sair, mas não consegue. Depois de tentar, desiste. O tempo passa, e ele cresce amarrado. Sem conhecer a dimensão de sua tremenda força, nunca mais tenta fugir e, finalmente, vai para o circo”.

Essas duas histórias ilustram a nossa situação atual. Somos possuidores de uma energia e de uma força extraordinária, outorgadas pelo Espírito, seja como membros do corpo de Cristo, seja em comunidade espiritual. Mas, se inconscientes de nossa função no mundo, seremos como ratos de laboratório e elefantes de circo, condicionados, aquém do ideal.

O brio e as seduções mundanas são as caixas, com gotas de prazer, que o inimigo usa para condicionar, individualmente, cristãos incautos, tornando-os como ratos. O processo de táticas macabras não para por aí. Ele também investe, coletivamente, adotando um método idêntico ao do elefante. Sabemos de situações, ainda que pontuais, em que comunidades cristãs sobrevivem como manadas de elefantes de circo, sem conhecer a sua real força espiritual.

Há uma grande energia dentro de mim e de você, oriunda do Espírito, pois quem crê em Jesus têm o poder (João 1: 12). Há uma força maior ainda em nós, como Igreja de Cristo, capaz de destruir as portas infernais (Mateus 16: 18). Ela emana da própria fonte de todo poder, Deus, e é capaz de mudar o mundo. Mas esta transformação espiritual e santa, só acontecerá se nós nos libertarmos das caixas, e das cordas que estão nos condicionando.

Conta-se que um conquistador Mongol do século XIV, certa vez teve que se refugiar num castelo em ruínas. Para aliviar o estado de tensão em que se encontrava, pôs-se a observar uma formiga que tentava transpor um obstáculo, carregando um grão de milho maior do que ela própria. O inseto tentou por 69 vezes, e não desistiu. Na 70ª vez alcançou o seu objetivo. Aquele acontecimento revigorou a coragem do lutador. Ele diz que nunca mais esqueceu a lição.

Na literatura, há vários escritos similares a este:

“Mesmo deficiente, Shakespeare escreveu peças fantásticas. Ser cego não foi entrave para John Newton fazer o famoso poema, o ‘Paraíso perdido’. A surdez não impediu Beethoven de presentear o mundo com belas sinfonias. Handel, quando compôs a melodia ‘Aleluia’, tinha o lado direito totalmente paralisado. Thomas Edson estava surdo quando inventou o fonógrafo”.

As nossas limitações são o resultado do uso limitado das nossas forças”, mas se a nossa percepção não for despertada para as coisas transcendentes, jamais experimentaremos a vida plena.

Com fé, em nome de Jesus, nós podemos quebrar as algemas do condicionamento, livrarmo-nos do comodismo, superar dificuldades, e tornarmo-nos mais do que vencedores. Pela fé, com a unção do Espírito, espelhemos nos exemplos dos apóstolos e dos profetas, vivendo em novidade de vida, para que, quiçá, digam de nós: “Estes que têm revolucionado o mundo chegaram até nós” (Atos 17: 6).

Clovis Rosa Nery é Psicólogo e administrador de empresas e Autor de vários livros

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