Descoberta pode viabilizar gravidez pós-menopausa

Cientistas chineses deram mais um passo para derrubar um dos principais “dogmas” da biologia reprodutiva dos mamíferos: a ideia de que as fêmeas nascem com um número finito de células precursoras dos óvulos em seus ovários. O estudo foi feito com camundongos, mas é provável que os resultados sejam positivos também para seres humanos, segundo o especialista Jonathan Tilly, da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

Se Tilly estiver certo, significa que as mulheres possuem células-tronco germinativas em seus ovários que continuam a produzir ovócitos no decorrer da vida, assim como ocorre com os espermatozóides nos testículos do homem – uma afirmação que carrega implicações profundas para o estudo da reprodução humana e para o tratamento da infertilidade.