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sábado, 31 julho 2021

Deputados pedem urgência na votação do projeto de adiamento do Enem

Deputados federais são contrários à determinação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, de manter as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

Por conta do isolamento social, escolas das redes municipais e estaduais não estão tendo aulas presenciais. A partir desta premissa, os deputados federais que são membros da Coalizão Parlamentar pela Educação assinaram um pedido de adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu, no dia 28 de abril, que o calendário de provas, que estão agendadas para serem realizadas nos dias 1º e 08 de novembro (impressas) e 22 e 29 (Enem Digital), será mantido.

A iniciativa é do deputado professor Israel Batista (PV-DF). Segundo ele, os parlamentares entendem que o grave cenário de crise, gerado pela pandemia do novo coronavírus, agravou as desigualdades educacionais, com um impacto direto sobre os estudantes que não dispõem de internet de qualidade para assistir aulas online, por exemplo.

“O ministro Abraham Weintraub não tem sequer sensibilidade com o momento. Quer que os estudantes, sobretudo os mais carentes da rede pública, se virem. Para muitos deles, o acesso à internet ainda é uma realidade distante”, disse.

O vice-coordenador da Comissão Externa de Acompanhamento do MEC (Comex), deputado federal capixaba Felipe Rigoni (PSB-ES), também assinou o pedido. “A pandemia nos trouxe muitos desafios no acesso à educação. Temos uma diferença muito grande entre alunos do ensino particular e do ensino público. A maioria dos estudantes do ensino privado continua tendo aula, já os do ensino público, varia muito. É uma desigualdade muito grande, por isso defendemos o adiamento, para que todos possam se preparar”, ressalta o parlamentar.

Além desse projeto, inúmeros apelos do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação foram feitos; Uma ação popular também corre na Justiça do Maranhão pedindo o prorrogamento dos prazos. O documento é resultado de duas ações protocoladas separadamente por um advogado maranhense e pelo deputado Idilvan Alencar (PDT-CE).

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