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sexta-feira, 16 abril 2021

Deive Leonardo: “A mensagem é superior ao tamanho do mensageiro”

Dono de um dos maiores canais de pregação do mundo, Deive Leonardo se define: “Buscamos em Deus as palavras, a forma e o jeito para que alcancemos o resultado”

Por Priscilla Cerqueira

Um fenômeno no universo gospel! Você conhece Deive Leonardo? Ele tem 30 anos, mais de cinco milhões de seguidores no Instagram, mais de quatro milhões de inscritos no YouTube, além de dono de um dos maiores canais de pregação do evangelho na internet.

Casado com Paula Leonardo, pai de dois filhos, João Leonardo, de 2 anos e 9 meses e Noah Leonardo, de 9 meses, Deive, que é formado em direito e escritor com três obras publicadas, é membro da Assembleia de Deus em Joinville, Santa Catarina.

Desde que descobriu de Deus o chamado para o ministério, Deive resolveu abrir mão de sua profissão para se dedicar integralmente a fazer a obra, entendendo que poderia ser um ‘agente de transformação’ na vida das pessoas, através da Palavra de Deus.

Em menos de dois anos, o jovem pastor ganhou o público, sobretudo à juventude, com seus vídeos, com mensagens que abordam questões humanas inerentes à vida, que tocam no coração e mechem com a alma.

Seguindo um formato de pregações em séries desde 2018, quando iniciou as gravações em seu canal, Deive inovou em julho, quando gravou no formato drive-in, e para a sua surpresa, os ingressos se esgotaram em apenas 40 segundos. “A mensagem é infinitamente superior ao tamanho do mensageiro”, declara. Em entrevista à Comunhão, pastor Deive Leonardo falou abertamente do seu ministério, a responsabilidade com o ide, a família e as ferramentas para propagação do evangelho. Confira!

Você abriu mão do Direito, de uma carreira promissora, largou tudo para servir a Deus. Quando e como foi que descobriu que deveria seguir esse ministério?
Você pode fazer faculdade, ser médico, advogado, e ainda servir a Deus, mas a grande questão da minha vida, na minha história, é que eu larguei tudo para servir a Deus. Meu ministério me exigiu uma entrega total, tive que abrir mão da minha profissão, que a princípio pensei que seria o meu destino, para viver o que Deus tinha preparado. Foi uma escolha difícil no começo, mas hoje faz todo o sentido, e me faz viver exatamente aquilo que Deus tinha programado para minha história. Foi a melhor decisão da minha vida!

Você hoje tem um dos maiores canais de pregação da internet do mundo, com mais de quatro milhões de inscritos, sua mensagem tem alcançado não só cristãos, mas pessoas de vários públicos. Como começou esse projeto e como é lidar com esse público diferenciado?
Esse projeto nasceu com o intuito de alcançar todas as pessoas, de todas as religiões, pois o evangelho é para todos, é inclusivo, e abraça a todos. Então, quando Deus me fez entender que Ele me daria esse alcance e que não imaginaria que seria tão grande, eu abracei com todo o meu coração e comecei as gravações. Para mim é um privilégio saber que aquilo que começou tão pequeno alcança tanta gente. O segredo de tudo é justamente a mensagem, que é muito maior do que o mensageiro.

Seu ministério ganhou notoriedade no Brasil e no mundo através das redes sociais e você ainda tão novo, acabou se tornando um pregador muito popular. Quando percebeu que o Youtube era um bom lugar para pregar o evangelho?
Fico muito feliz de ter esse privilégio dado por Deus, de alcançar tanta gente, e falar para milhões de pessoas. Qualquer lugar é propício para falar do amor de Deus, mas a internet nos dá a chance de alcançar milhões de pessoas numa fração de segundos. Quando entendi que essa plataforma era tão abrangente e inclusiva, surgiu no meu coração o desejo de fazer de maneira intencional, com compromisso, um conteúdo que fosse transformador para a vida das pessoas.

Suas pregações são divididas em séries, que tem viralizado de forma gigantesca. Fazendo uma retrospectiva de quando começou e onde chegou com esse ministério, você esperava toda essa projeção? Como encara esse ‘sucesso’, onde mais e mais pessoas têm sido alcançadas pela mensagem da graça através de sua ministração?
A primeira série de gravações que comecei a gravar foi “Direção”, em 2018, que teve a participação de 35 pessoas. Havia algo diferente naquele momento, que era a presença de Deus. Nós não sabíamos o alcance que teríamos, mas quem fez tudo isso acontecer foi o próprio Senhor. Deus se encarregou de fazer chegar nas pessoas. Eu encaro essa questão de sucesso como um objetivo sendo alcançado, que as pessoas estão sendo abençoadas pela palavra. A mensagem é infinitamente superior ao tamanho do mensageiro, é muito mais importante, preponderante e suficiente. Retribuo essa glória ao Senhor!

Você gravou pela primeira vez uma série de pregação no formato drive-in, em São Paulo, que inclusive bateu recorde de inscrições em 40 segundos. Como foi essa experiência?
Minha gravação no formato drive-in foi uma surpresa, porque não queria mudar a nossa forma de gravar, que sempre foi no formato auditório, com pessoas sentadas, mas foi uma exigência do momento por conta da pandemia. Mas para a minha surpresa, quando abrimos as inscrições, em 40 segundos os ingressos se esgotaram e a nossa alegria foi muito grande.

Em suas pregações, você fala especificamente para jovens. Qual o peso da responsabilidade em ser referência para a juventude? E qual a maior necessidade dessa geração?
Cada pessoa é responsável pela sua geração. Hoje a minha faixa etária gira em torno de 17 a 40 anos. É uma responsabilidade muito grande, porque a partir das mensagens que ministramos, as pessoas são transformadas, empoderadas, encorajadas e, transformadas. Levamos isso muito a sério e temos muito temor, por isso, buscamos em Deus as palavras, a forma e o jeito para que nós possamos alcançar resultado.

Você viveu a experiência de ‘afastar- se’ de Jesus e voltou para a casa do Pai. Como um homem que conhece a verdade e prega a palavra de Deus, o que mais dói quando vê tantos jovens se perdendo hoje, desviando do caminho, de seus propósitos? É possível resistir às tentações?
Tive um afastamento na minha adolescência, por uma série de fatores familiares, mas o culpado foi eu mesmo, de não ter aberto os meus olhos antes. Hoje eu prego o evangelho, faço o que faço para que as pessoas não precisam ter as más experiências da vida para descobrir que Jesus é uma receita de vida eterna, de felicidade, de plenitude, de renúncia, de um todo que transforma a vida do ser humano. Meu coração se entristece quando eu vejo uma geração de jovens se perdendo, mas a minha esperança não acaba.

Você sempre faz questão de dizer que a família é o plano perfeito de Deus para o homem. Qual a tamanha importância dela para a sua vida ministerial?
A família é a base de tudo! Minha esposa, meus filhos, são primordiais para mim, porque demonstram o tamanho do favor de Deus sobre a minha casa, minha vida e são meu ponto de partida. Não tem como falar para o mundo inteiro se dentro da minha casa não tiver um respaldo necessário, um equilíbrio. Então, o sim, para mim é uma fonte preciosa, de equilíbrio, de paz e um refúgio.

Estamos vivendo tempos difíceis e de muito sofrimento com essa pandemia do novo coronavírus. O que pensa sobre isso? É mais um sinal de alerta que os crentes precisam arregaçar a manga e cumprir o Ide?
O coronavírus é uma das tempestades que a gente vive, pois a cada dia acontece algo novo. A cada ano tem uma tragédia, a cada mês algo mais difícil. Na verdade, tudo é um sinal para que a gente abra os olhos verdadeiramente, tenhamos responsabilidade com a nossa vida, e com o Ide. Precisamos fazer isso com urgência, para que mais pessoas não se percam.

Estamos em um ano eleitoral, nos últimos anos a igreja tem marcado presença mais insistentemente na política. Como avalia essa postura em tempos tão polarizados?
A política se polarizou de uma forma muito avassaladora. Virou uma guerra de opiniões intermináveis. Tenho minha opinião política, e meus princípios que norteiam o meu voto, porém, como o meu único objetivo é pregar sobre Jesus, acabo abstendo de falar publicamente a minha opinião política justamente pra não gerar ainda mais guerras.

Vídeos, YouTube, Bíblia. Como trabalha a sincronia dessas três ferramentas para pregar o evangelho? E qual o segredo para uma comunicação assertiva nas redes sociais?
A Bíblia sempre vai ser o ponto de partida de tudo, de todas as mensagens, reflexões, vídeos. Se a gente olhar por esse prisma, o vídeo, o YouTube, são apenas um meio para aquilo que é o principal, que é a Palavra de Deus, e que na verdade a raiz é a nascente de tudo.

Nesse tempo de ministério viajando pelo Brasil, falando para grandes públicos, já sofreu alguma crítica? Como lidou com isso? E qual o conselho daria para quem quer exercer o ministério de tempo integral hoje?
As críticas são inerentes à exposição. Uma das maiores dificuldades do ser humano é entender que nós nunca seremos unânimes, pois Jesus não foi, mesmo sendo perfeito! Então, temos que aprender a lidar com a crítica, compreender aquilo que vai nortear o nosso coração em relação às decisões, para que ela não seja o alicerce de todas as nossas tomadas de decisões, por mais que elas sejam importantes para nós. Como conselho, diria que temos que viver exatamente aquilo que Deus tem para nós, não o que atrai os nossos olhos, que achamos bonito. Em Provérbios 16 diz que o coração do homem pode fazer planos, mas a resposta vem do Senhor. Independente onde você esteja, o segredo de tudo é estar no centro da vontade de Deus.

Confira o vídeo da série “Maturidade”

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