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quinta-feira, 20 junho 2024

Defensores do Evangelho Social ou falsos profetas? Pastor de SP contesta ideologia social

Um homem sem abrigo em Seattle. Foto por Steve Knutson/Unsplash/Creative Commons

Os dados da pesquisa mostram como os cristãos americanos veem o reino. Pastor de igreja brasileira expressiva alerta para falsa ideologia do Evangelho Social. “A forma como a praticam é contrária ao Evangelho de Jesus, seus defensores são falsos profetas”, diz Paulo Eduardo, pastor sênior na capital paulista. 

Por Lilia Barros

Popularizada pelo Rev. Walter Rauschenbusch, pastor batista no início do século 20, essa teologia do Evangelho Social enfoca questões como pobreza, exploração, doença e fome como os principais itens de ação da igreja. Em vez de se concentrar no problema individual do pecado, Rauschenbusch e outros defensores do Evangelho Social acreditavam que os cristãos deveriam se concentrar na reforma das instituições nos Estados Unidos para tornar o país mais igualitário e justo para todas as pessoas.

Certos aspectos do Evangelho Social ainda gozam de ampla aprovação. Por exemplo, cerca de 80% dos cristãos acreditam que “Deus nos instrui a proteger os pobres” e apenas 15% acreditam que “tratar de questões sociais distrai as pessoas de alcançar a salvação”.

Outras facetas do Evangelho Social provocam mais desacordo. Enquanto 61% dos evangélicos não brancos concordam que “a justiça social está no coração do Evangelho”, esse sentimento é compartilhado apenas por 36% dos evangélicos brancos. Cerca de 3 em cada 5 evangélicos brancos – o dobro da taxa de outros grupos cristãos – concordam com a afirmação “Deus está mais preocupado com a moralidade individual do que com as desigualdades sociais”. 

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Dado que os evangélicos brancos são discrepantes em várias questões relacionadas ao Evangelho Social, e a tendência dos evangélicos brancos de votar nos republicanos, parece provável que sua divergência das visões dos não evangélicos sobre justiça social seja mais sobre partidarismo político do que sobre tradição teológica. Os dados confirmam essa suspeita.

Cristãos republicanos e democratas

Por exemplo, um cristão que é republicano tem duas vezes mais probabilidade do que um democrata cristão de acreditar que “construir o reino de Deus na terra é apenas trazer pessoas a Cristo, não mudar as estruturas sociais”. Dois terços dos democratas que são cristãos acreditam que “a justiça social está no coração do Evangelho”, enquanto apenas 36% dos independentes e 35% dos republicanos da fé compartilham essa crença.

Dado que os democratas são mais propensos a adotar os princípios do Evangelho Social, seria justo acreditar que eles estão ouvindo essas crenças amplificadas em suas igrejas, enquanto os republicanos estão ouvindo mais discussões sobre salvação pessoal e responsabilidade individual. 

Claramente, os cristãos republicanos, independentemente da frequência à igreja, são mais propensos a acreditar que a moralidade individual é mais importante do que as desigualdades sociais. A frequência à igreja apenas acelera essa crença, com mais da metade dos republicanos que frequentam semanalmente concordando com a moralidade pessoal, em comparação com menos de 40% daqueles que nunca frequentam.

Para os democratas, os dados ficam mais interessantes. Quanto mais freqüentam a igreja, maior a probabilidade de abraçarem uma mensagem de responsabilidade individual em oposição ao pecado social.

O cristianismo americano está sendo visto cada vez mais como um relacionamento vertical com Deus em oposição a um relacionamento horizontal com os da comunidade.

Socialistas, marxistas e falsos profetas 

Radicalmente contra essa vertente, o pastor sênior da Primeira Igreja Batista de São Paulo, Paulo Eduardo Vieira, explica sua visão: “A partir da realidade brasileira eu posso afirmar que a Igreja do senhor Jesus está abandonando o Evangelho Social por causa daqueles que defendem o Evangelho Social, dos que na verdade praticam, defendem e postulam uma prática de redução do evangelho de Jesus a uma ideologia social/socialista e deixam de pregar o Evangelho que provoca transformações, que levam o homem a confessar suas transgressões e pecados, a rever sua vida e a ser cheio do Espírito Santo. Eles abandonam a vida de devoção, a vida de oração, a Bíblia como texto sagrado. Tudo isso é abandonado.”, alerta.   

O pastor acrescenta que o evangelho acaba sendo reduzido a uma ideologia social e, por conta disso, muitos cristãos estão decepcionados com essa visão que aqui no Brasil é chamada de visão integral da igreja, que na verdade não passa de uma visão socialista e marxista do Evangelho.

“Eu sou pastor de uma igreja expressiva no Brasil, a Primeira Batista de São Paulo e sou radicalmente contra essa vertente visão integral porque a imensa maioria defensora dessa prática se tornou socialista, marxista e não é esse o evangelho do Senhor Jesus. É possível que nos Estados Unidos esse abandono da visão social do Evangelho seja em função disso”.

A PIB de São Paulo, segundo ele, é profundamente mergulhada nos aspectos sociais do evangelho. “Estamos no centro de São Paulo resgatando milhares de pessoas que moram nas ruas, na Cracolândia; somos os fundadores do projeto Cristolândia e apoiamos outros projetos sociais no centro de São Paulo como a Missão Sena; a orquestra concerto do centro que visa prestar educação musical e cultural para crianças menos favorecidas. Estamos imersos nisso, queremos um país mais justo integro, sem corrupção. Somos radicalmente contra a vertente socialista e marxista do Evangelho conforme alguns têm pregado, e que não são pregadores, são falsos profetas”, conclui. 

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