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domingo, 29 maio 2022

Autor da tragédia em escola do EUA diz que “ouviu demônios”

Nikolas Cruz é acusado de vários outros assassinatos no EUA. Foto: Reuters

Um dia após a tragédia, Nikolas Cruz presta depoimento e diz que “ouviu vozes”. Declarações foram consideradas sinais de doença mental.

Nikolas Cruz, 19 anos é o autor do massacre em uma escola em Parkland, da Flórida, EUA, em que 17 pessoas morreram e várias ficaram feridas. Sete pessoas ainda estão hospitalizadas por causa dos ferimentos, uma em estado grave. Ele foi detido logo após a tragédia.

O jovem passou por uma breve audiência em Broward, onde responde por 17 homicídios premeditados. Segundo a ABC News, Nikolas disse à polícia que escutou vozes em sua cabeça, descritas como “demônios”, que lhe indicaram como perpetrar o ataque. As autoridades tratam a declaração como sinais de um possível transtorno mental.

Essa possibilidade foi retratada também pelo presidente, Donald Trump. Mas a família que o hospedava acredita que ele esteja depressivo por causa da morte da mãe, ocorrida em novembro, e não por conta de uma doença mental.

Segundo a polícia, quando Nikolas invadiu a escola, seu objetivo declarado era matar o maior número possível de pessoas. O jovem estava armado com um rifle AR-15. E disparou contra os alunos e professores. Em determinado momento, ele largou o rifle e se misturou com os estudantes, que fugiam do local.

Arrependimento

Em depoimento à polícia, Nikolas foi acompanhada por sua principal advogada, melisa Mcneill. O jovem declarou que está triste e arrependido. “Ele está plenamente consciente do que está acontecendo. Ele é apenas um ser humano devastado”, disse a advogada. Especialistas acreditam que após o julgamento ele deverá ser condenado à morte.

Perfil

Uma das fotos encontradas em seu perfil do Instagran mostrava facas e armas de fogo. Foto: Divulgação

O jovem era conhecido por sua obsessão por armas. Segundo a polícia, ele usava vários perfis em redes sociais. Alguns deles foram apagados. Neles haviam fotos assustadoras. Uma delas mostrava uma caixa de munição e outra, rifles sobre uma cama. Em várias imagens, um homem usando uma máscara empunha facas diante da câmera.

A polícia fez uma varredura nos perfis de Nikolas. “Já começamos a dissecar os sites e as redes sociais que ele usava. Encontramos algumas coisas muito, muito perturbadoras”, disse Scottl Israel, chefe de polícia.

Orações

Na noite de quinta-feira (15), centenas de pessoas participaram de uma vigília à luz de velas no Anfiteatro Pine Trails Park, em Parkland. Estudantes, professores e parentes das vítimas participaram da solenidade. Dezessete cruzes foram colocadas no gramado para lembrar de cada vítima. Alunos pediram um controle de armas mais rígido por parte do governo.

Várias igrejas evangélicas do país levantaram um clamor pelas famílias das vítimas. Pastores que participaram da vigília levaram palavras de encorajamento. “Nós pedimos que o Senhor intervenha na mente perturbada dele e lhe mostre a esperança que só pode ser encontrada em ti. Oramos para que seu agir milagroso seja evidente nele apesar do que ele fez”, diz um dos pastores durante oração.

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