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domingo, 21 DE julho DE 2024

Culto: Por que tantos escolhem sofás em vez de bancos?

Família assistindo programa gospel no sofá de casa. Foto: Reprodução.

Os bloqueios associados a pandemia parecem um pesadelo prolongado de ontem. No entanto, algumas das maneiras pelas quais a vida mudou permaneceram conosco, inclusive nos cultos. 

Por Lilia Barros

Uma das mudanças importantes é o êxodo em larga escala dos cultos presenciais da igreja. Um grande número de pessoas decidiram que não precisam mais frequentar a igreja. De acordo com o laboratório de ideias, tendências e informação Pew Research, poucos cristãos realmente retornaram ao templo. Lá está a igreja, mas onde estão as pessoas?

A pastora Nefertiti de Freitas Gonçalves, da Igreja Sara Nossa Terra, no Recreio, Rio de Janeiro, aponta algumas razões para tentar justificar a troca dos bancos da igreja pelos sofás de casa, na hora do culto. 

“Um conjunto de coisas está afetando muito essas pessoas. Uma das coisas que ainda prevalece na hora de escolher entre cultuar em casa e na igreja é o medo que ficou após a pandemia, diante de tantas perdas de entes queridos, amigos; e esse medo acaba paralisando a volta para a sociedade, para estar presencialmente na igreja. Esse é um dos pontos.”

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Outro ponto que a pastora observa passa pela questão do relacionamento. Ela explica que o ser humano acaba se desgastando muito nos relacionamentos, mas ao contrário do que muitos pensam, se afastar porque se aborreceu com alguém na igreja não é o melhor caminho. 

“A maneira que a gente tem de crescer e ser uma pessoa melhor é justamente vivendo e resolvendo essas diferenças, esses confrontos que a gente passa com o outro. Tem ainda a questão de não querer uma liderança de responsabilidade; e infelizmente muitos estão tentando se afastar dessa responsabilidade, desse compromisso, inclusive de ter que compartilhar algumas coisas. E, em casa, na sua zona de conforto, eles acabam decidindo fazer da forma que acham melhor, de acordo com aquilo que ela pensa ser o certo, e estar no meio de pessoas acaba trazendo mais limitações ou interferindo no que ela gostaria de fazer. A palavra de Deus diz: “Buscai a Deus enquanto é dia, trabalhai enquanto é dia porque a noite vem quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4).

As causas dessa evasão já existiam antes da pandemia e vai depender da forma como cada cristão enxerga a convivência na Igreja local. Muitos cristãos pensam na igreja como um evento, experiências opcionais que podem ser facilmente consumidas remotamente.

Culto: Por que tantos escolhem sofás em vez de bancos?
Pastora Nefertiti de Freitas Gonçalves, Foto: Divulgação.

“Acredito que estar junto no templo, estar junto com um mesmo propósito de adoração é algo que nos faz crescer muito mais. A presença de Deus vai estar no sofá também ali com essa pessoa, mas justamente esse ajuntamento, essa união de forças, esse calor na presença de Deus faz toda a diferença na vida do ser humano”, afirma a pastora.

Exemplo de motivação

“Um exemplo recente é a Universidade que as pessoas estão ali e estão sendo motivadas a estarem naquele lugar ao ponto das igrejas fecharem muitas vezes as portas e levarem os seus membros para a faculdade para estarem ali na assembleia, no culto, na comunhão com o irmão; então eu acredito que a zona de conforto tem segurado muita gente em casa por conta de muitas vezes ser confrontado, ou ter o trabalho de sair de sua casa,  o medo tem assolado muito as pessoas então eu acredito que isso tudo tenha influenciado.”

Em casa também

Os cristãos devem sempre escolher bancos em vez de sofás para terem mais convivência de culto congregacional, porém algumas limitações físicas como enfermidades ou trabalho obrigatório, justificam a permanência delas em culto doméstico virtual. 

“Eu acredito que muito em breve as igrejas estarão lotadas, e muitas já estão porque a presença de Deus nesses dias vai fazer toda a diferença nesse tempo tão desafiador que estamos vivendo. Fará diferença para que tenham desejo de estarem no banco e não só no sofá. Entretanto, também existem aquelas pessoas que precisam estar no sofá por conta de uma enfermidade, de uma limitação, por isso é importante ter essa estratégia, assim como tivemos na pandemia, afinal você pode também adorar a Deus em casa.”

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