back to top
23.3 C
Vitória
sábado, 20 DE julho DE 2024

Culto online ainda vale a pena?

Foto: Freepik

Com o fim da panademia e o retorno ao culto presencial, as transmissões ao vivo pela internet tomaram outro propósito 

Por Cristiano Stefenoni

A transmissão ao vivo dos cultos onlines no período da pandemia foi fundamental para manter a ligação entre os fiéis e a igreja, mesmo que a distância. Contudo, aos poucos os irmãos foram voltando aos cultos presenciais, e hoje, a prática de assistir a programação pela internet se tornou uma opção para quem está impedido, de alguma forma, de ir ao templo físico. Mas será que ainda vale apena continuar com essas transmissões?

Uma das poucas pesquisas relacionadas a este assunto foi realizada pela Pew Research Center, ao final da pandemia, revelou que dos que assistem os cultos online, 68% estão satisfeitos. Já os que preferem ir presencialmente a igreja, 74% estão muito ou extremamente satisfeitos.  

De acordo com o inChurch, plataforma digital especializada em transmissões online de cultos, a programação de forma virtual continua sendo importante, mesmo com a volta do culto presencial, porque atinge grupos específicos tais como doentes que estão acamados em casa ou em um leito de hospital, pessoas que não conhecem a igreja e são alcançadas pelo evangelismo virtual, além de ser uma importante ferramenta para guardar conteúdos que poderão ser acessados por qualquer pessoa, independentemente do dia e da hora.

- Continua após a publicidade -

Apesar disso, a questão ainda gera opiniões diferentes. Para a missionária Edméia Willians, a reunião pessoal na igreja é fundamental para fortalecer a congregação dos santos. “Eu sou templo, mas congrego como igreja. Não se trata de uma reunião normal como outra qualquer. É uma união presencial da igreja que é separada para aquele momento”, ressalta a missionária.

Além disso, a missionária lembra que Deus ama se reunir com o Seu povo. Na época das 12 tribos de Israel, o Senhor orientava para que eles se unissem durante as festas. Também pediu para que construíssem um santuário onde pudesse estar no meio dos adoradores. “Era a alegria de Deus que todos estivessem juntos. Ele quer estar no meio do Seu povo presencialmente”, afirma.

Já o teólogo Lourenço Stelio Rega, a cultura eclesiástica levou a crer que o templo físico é indispensável para a adoração quando, biblicamente falando, não é. “Igreja não é uma coisa ou mesmo um lugar. Cristo não morreu e ressuscitou por espaço, mobiliário, equipamentos, bancos, mas por pessoas que precisam ser salvas. A igreja, portanto, somos nós salvos por Jesus, e isso tem elevada relevância pois o ser igreja não se restringe a um espaço geográfico ou no tempo da semana”, enfatiza.

O teólogo lembra que muita gente acredita que, se não for a igreja, será castigado por Deus, mas não é assim. “Igreja para muita gente passou a ser um ponto de encontro de final de semana e o culto, um tipo de ‘missa evangélica’, em que se vamos somos abençoados, se não vamos somos castigados. Uma espécie de legalismo sacramental em que os cultos me parecem virando um meio de graça que vai tomando o lugar da própria graça de Jesus”, afirma Stelio.

Para o teólogo, é importante que o crente nunca perca de vista que ele é a igreja e que ir a um culto está mais ligado a aprendizagem do que a adoração, necessariamente. “Diante de tudo isso é possível compreender que a igreja não é um local ou um programa, mas um grupo de adoradores que entendem e obedecem a missão de Cristo”, finaliza.

Entre para nosso grupo do WhatsApp

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Publicidade

Comunhão Digital

Publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

VIDA E FAMÍLIA

- Publicidade -