Nova constituição cubana ameaça liberdade religiosa

Presidente Miguel Díaz-Canel ao lado de Raúl Castro (Foto: Reportero De Frente)
Presidente Miguel Díaz-Canel ao lado de Raúl Castro (Foto: Reportero De Frente)

Governo cubano deu início a campanhas de perseguição a líderes de igrejas e ativistas, segundo o relatório da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF)

Com a eleição do novo presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em abril do ano passado, não houve aumento da liberdade religiosa. De acordo com o relatório da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF), a chegada do novo dirigente cubano não promoveu avanços no tema.

Segundo o relatório, a nova constituição do país “enfraqueceu as proteções para a liberdade de religião e crença”. Além disso, “o governo cubano deu início a campanhas de perseguição a líderes de igrejas e ativistas que defendem proteções mais fortes à liberdade religiosa”.

O material revelou que “ataques abertos e em flagrante à liberdade religiosa e propriedade parecem ter diminuído desde 2017”, apenas para serem substituídos por “formas mais sutis de perseguição que são piores de identificar”.

Ativistas de dentro e fora da ilha, relataram que “mais líderes religiosos fugiram de Cuba para buscar asilo no exterior”. Dessa forma, o Governo cubano tem como alvo familiares dos líderes.

REGISTRO DE IGREJAS

O Gabinete de Assuntos Religiosos (ORA) é quem regulamenta as atividades religiosas no país, segundo o relatório da USCIRF. Assim, a entidade exige registros de todas organizações religiosas que operam no país.

O relatório afirma que oficiais “ainda podem interferir em qualquer questão da igreja, seja ela registrada ou não”. Assim comunidades são autorizadas a receberem visitantes estrangeiros e materiais religiosos importantes. Além disso, de terem encontros em casas de adoração aprovadas e também podem viajar para o exterior.

Líderes religiosos afirmam que agentes de segurança do governo acompanham rotineiramente cultos em igrejas e casas de adoração. Entretanto, é difícil identificar a perseguição religiosa em Cuba. Segundo o relatório “194 pessoas foram presas ou detidas por causa de crenças religiosas e atividades entre julho de 2017 e abril de 2018”.

Um pastor de uma igreja sem registro no sudeste da província de Camaguey foi submetido a dois mandatos de prisão. Segundo o relatório, ocorreu “um grande padrão de hostilidade e intimidação por oficiais do Estado”.

*Da Redação, Com informações de Portas Abertas


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