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sexta-feira, 4 dezembro 2020

Cristo, nossa Páscoa!

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Uma das datas mais celebradas no mundo vem carregada de simbologias. Mas para os cristãos, ela remete à lembrança do sacrifício que o Senhor fez na cruz.

Muito mais importante que trocar chocolates na Páscoa, é relembrar o verdadeiro propósito da data, que marca a ressurreição de Jesus Cristo. Em entrevista à Comunhão, o pastor Dinart Barradas, diretor da Universidade da Família, em Pompéia (SP), fala sobre um dos símbolos mais importantes para o cristão.

Além de explicar sobre o verdadeiro sentido da Páscoa, ele faz um alerta sobre as simbologias referentes à data ensinada às crianças. “Nossa Páscoa é o Cristo vivo com as marcas em seu corpo, com a obra redentora consumada”. Confira a entrevista.

Quais são elas as concepções errôneas sobre a Páscoa? 

A Páscoa está entre as datas mais importantes do Cristianismo Bíblico e é celebrada em todo o mundo cristão. No entanto, como pode ser notado em nossa própria cultura brasileira, a conversão casuística de um povo pela evangelização colonizadora ou a experiência pessoal de salvação de um individuo ao cristianismo não são suficientes para eliminar seus traços culturais, associados a práticas pagãs. Crendices, superstições e símbolos místicos não são de todo eliminados e muitas vezes até mesmo incorporados para tornar mais palatável a mensagem de conteúdo até então desconhecido do povo a quem se prega.

Os cristãos celebram a ressurreição de Cristo na Páscoa e os judeus relembram a passagem do Egito para a libertação na terra prometida. É possível unir as celebrações do Antigo e Novo testamento?

Não há como dissociar as duas datas comemorativas por alguns motivos. A primeira era  sombra da segunda. A Páscoa judaica apontava para a verdadeira redenção e libertação definitiva do cativeiro espiritual. E mais tarde seria cumprida em Cristo. Todos os elementos envolvidos na celebração da primeira Páscoa eram símbolos divinamente apontados da segunda. A segunda é plenamente revelada a partir de cada detalhe da primeira. O fato da morte, sepultamento e ressurreição do Senhor ocorrer exatamente no período do calendário judaico da Páscoa é mais uma dessas evidências de que as datas estão conectadas pelo propósito temporal da primeira e o propósito eterno da segunda. A celebração da Páscoa cristã remete necessariamente à Pascoa judaica posto que ambas foram providências divinas, projetadas no âmbito atemporal dos céus e cumpridas no ambiente temporal terreno, cada uma a seu tempo, revelando a graça e o amor de um Deus que se compadece dos perdidos e provê um libertador e um sacrifício para redimi-los da escravidão, o que no nosso caso ambos os papéis se cumprem em uma única pessoa, Jesus Cristo. A repetição de ambas as celebrações como ordenança do Senhor, cada uma para seus beneficiários, é o que nos distingue dos judeus. Enquanto aqueles a celebravam para lembrar dos rigores do Egito, sacrificando ainda o cordeiro, nós celebramos a nossa na consciência de que o nosso Cordeiro foi sacrificado e ressuscitou. Na primeira a morte ainda está presente, na segunda ela já foi vencida pela ressurreição.

É pregado nas igrejas que Páscoa é o sacrifício de Cristo na cruz. Qual o verdadeiro significado disso para o cristão?

A Páscoa cristã é mais do que a cruz e todo sacrifício ao qual o Senhor foi submetido. É a cruz, o sepultamento, o descer ao Hades, o conhecer a morte e triunfar sobre ela na ressurreição, trazendo em suas mãos as chaves da morte e do inferno. Nossa Páscoa é o Cristo vivo com as marcas em seu corpo, com a obra redentora consumada e a promessa de que um dia voltará para completar em nós esta mesma vitória. Todo cristão, neste domingo, deveria reler a história de Êxodo 12. Este capítulo é a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo em sombra. Ele é a nossa história pré-anunciada. É a nossa salvação em símbolo, cores vivas e fatos reais, com gente de verdade encenando a nossa futura libertação. Depois disso o evangelho de João deveria ser lido do capítulo 13 em diante. Ali o símbolo vira realidade, a sombra torna-se em luz e o que estava em plano divino materializa-se em história. As duas Alianças encontram sentido neste momento histórico de nossa redenção. Este é o sentido da Páscoa para nós cristãos.

A bíblia diz em Deuteronômio 16:7 que “Voltarás pela manhã e irás às tuas tendas”, onde é mencionado sobre a festa dos pães ázimos . Qual a relação disso com o páscoa?

A palavra Deuteronômio significa “repetição da Lei” e foi escrito após 38 anos e meio de peregrinação no deserto. O povo celebrou a Páscoa no deserto no segundo ano depois da saída (Números 9). Lembrando que toda uma geração morreu no deserto e que agora, na época do livro de Deuteronômio, a ordem é para os que sobraram vivos e os que nasceram no deserto e estavam prestes a atravessar o Jordão. O Senhor manda escrever tudo de novo e fazer a leitura para que todo o povo pudesse conhecer e obedecer a Lei que fora entregue anteriormente a seus pais. Portanto este texto é somente a repetição de toda prescrição de Êxodo 12, Levítico 23 e Números 9, relativa à Páscoa.

O que verdadeiramente o crente deve lembrar com a Páscoa?

O cristão deve lembrar que sem Cristo a vida é escravidão do pecado, domínio de Satanás, condenação ao inferno. Que o inocente morreu pelos pecadores, pagou com sua própria vida a nossa dívida e ainda assegurou-nos a ressurreição para os que morrerem crendo nele e a transformação gloriosa para aqueles que vivos estiverem quando de seu retorno para nos buscar para nossa Terra Prometida.

Coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Como os líderes ministeriais devem proceder com relação a isso?

A cristianização da sociedade não tem sido suficientemente poderosa para impedir que elementos pagãos se sobreponham aos significados espirituais das datas comemorativas cristãs. O mundo, a serviço de Satanás, sabe que os corações das crianças são mais suscetíveis a crer naquilo que lhes é ensinado. O que nos cabe fazer é criarmos um ambiente familiar mais propício à prática da fé, à disseminação dos ensinamentos cristãos, seus valores e suas tradições. Não adianta a igreja fazer festa da Páscoa Cristã enquanto nos lares os pais seguem as tradições seculares. Os ensinamentos de casa serão sempre mais poderosos do que qualquer coisa que for ensinada na escola, na mídia e até mesmo na igreja. Igrejas e pastores deveriam focar suas atenções em treinar os pais para a tarefa e não tentar substitui-los em suas deficiências.

A MATÉRIA ACIMA É UMA REPUBLICAÇÃO DA REVISTA COMUNHÃO. FATOS, COMENTÁRIOS E OPINIÕES CONTIDOS NO TEXTO SE REFEREM À ÉPOCA EM QUE A MATÉRIA FOI ESCRITA


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