Bolsonaro visita Índia; cristãos perseguidos no país

Bolsonaro-Índia
O presidente Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (Foto: Altaf Hussain/Reuters)

Presidente participou da cerimônia do “Dia da República da Índia”. A Índia ficou em 10º lugar na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2020 segundo o Portas Abertas

O presidente Jair Bolsonaro participou na manhã desse domingo (26) da cerimônia do “Dia da República da Índia”, a principal data nacional do país. Com forte esquema de segurança e realizada na principal avenida da cidade, a celebração destaca valores, a cultura e as conquistas do povo indiano.

Bolsonaro foi o convidado de honra do primeiro-ministro Narendra Modi. Todo ano um líder internacional é escolhido. Questionado ao final do evento sobre o poderio militar indiano, o presidente afirmou que “os de ponta não estavam ali”. “Todo mundo sempre esconde essa questão. Mas é um país nuclear, graças obviamente ao seu poderio, é um país que ajuda a decidir o futuro da humanidade”.

Bolsonaro está na Índia desde sexta-feira (24), onde assinou 15 acordos bilaterais, visitou o memorial do líder pacifista Mahatma Gandhi, conheceu um bazar turístico e participou do “Dia da República”. A agenda termina nesta segunda-feira (27), em um encontro com empresários e uma visita ao monumento Taj Mahal.

 

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Cristãos na Índia 

Nesse domingo (26) foi o dia da “República da Índia“, a Portas Abertas convida as igrejas brasileiras para orarem pelos irmãos e irmãs do país, já que o encontro com Cristo pode ter muitas consequências para uma família indiana. Uma menina cristã de 16 anos logo percebeu a diferença no tratamento dos vizinhos.

“Quando escolhemos nos tornar cristãos, as pessoas em nossa aldeia começaram a zombar de nós por abraçarmos uma fé estrangeira. Elas se recusaram a ter qualquer contato conosco”, conta. A família que já era pobre ficou com mais problemas, pois perdeu o apoio financeiro de alguns parentes. Um dos resultados seria a interrupção dos estudos da adolescente.

A renda da família vinha da agricultura. Na época da colheita, o pai de Aditi sentiu o impacto da conversão novamente. Ele não conseguiu ajuda dos vizinhos, e até as tentativas de contratar pessoas da vila foram frustradas, pois ninguém da vila queria proximidade com a família.

“Em muitas ocasiões eu questionei Deus sobre o que havia feito de errado para provocar a animosidade. Eu senti que Deus estava muito longe da minha situação para me entender. Minha esposa também disse que se sentiu amarga quando olhou para a vida de outras pessoas que estavam florescendo, embora não conhecessem a Deus”, testemunha o pai.

Gotas de esperança

O casal buscou a Deus em oração: “o Espírito Santo me lembrava que ele cuidaria da minha família. Aprendemos a agradecer a Deus por sua graça e misericórdia e por cada pequena bênção em nossas vidas”.

Mas as coisas pioraram quando os aldeões foram até a casa da família e proibiram que utilizasse os recursos públicos da comunidade, como a água. Mesmo com dificuldades, a família indiana manteve a fé e não pararam de interceder pela conversão dos perseguidores.

Em contato com a família, a Portas Abertas ajudaram nas despesas com os estudos da jovem. “Sempre me surpreendo como Deus trabalhou de maneira misteriosa para responder às nossas orações e atender às nossas necessidades. Todo esse tempo o Senhor só queria nos ensinar como confiar nele, e agora no final sabemos que ele é digno de confiança. Nunca nos abandonou ou nos envergonhou”, reconhece a jovem.

*Da redação com informações do Estado de Minas e Portas Abertas


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