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segunda-feira, 17 maio 2021

Cristãos perseguidos: missionários em sua própria terra

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Atualmente, ainda há cristãos que enfrentam até a morte para fazer o nome de Jesus conhecido

Por Marco Cruz

Na semana que se comemora o Dia Nacional de Missões, queremos relembrar que o Brasil já foi um campo missionário perigoso quando por aqui chegaram cristãos evangélicos estrangeiros trazendo o Evangelho. Aqui, esses missionários perderam as vidas, tanto por causa da perseguição religiosa, como pelas doenças como a malária e febre amarela. Mas pela graça de Deus, os homens e mulheres chamados para trazer o cristianismo para o território nacional não desistiram de cumprir a missão dada: a de fazer discípulos no maior país da América do Sul.

Atualmente, ainda há cristãos que enfrentam até a morte para fazer o nome de Jesus conhecido ou somente seguir os mandamentos do Mestre. Mais de 260 milhões de cristãos no mundo enfrentam perseguição, hostilidades, violência física, verbal, psicológica e sexual, são presos e até mortos por amor a Jesus. Mas eles perseveram. Falam de Jesus e do seu amor. Pregam com suas atitudes e preferem perder a vida a negar a Cristo. Em mais de 70 países, seguir a Cristo pode custar a vida.

Um caso recente de cristãos que perdem diariamente suas vidas, vem da Índia. Uma das vítimas foi a enfermeira Jyoti Masih, que teve o corpo encontrado no campus do hospital onde trabalhava.  Pelos cortes nas pernas e o ferimento no braço direito, ela foi agredida e depois atingida por uma injeção letal, aplicada no braço esquerdo. “A polícia está considerando um caso de suicídio, alegando que ela injetou o veneno em seu braço sozinha. No entanto, achamos que isso está errado, pois ela era destra”, explica um líder cristão local.

O pastor Balwinder Bagicha também perdeu a vida em uma estrada no distrito de Ferozepur, no estado de Punjab.  Ele foi golpeado na cabeça e teve as roupas rasgadas. “Ele era um ministro e estava falando abertamente sobre a fé cristã em uma área onde os cristãos são espancados brutalmente e presos, apenas por compartilharem a fé. Além disso, ele teve apenas um ferimento profundo na cabeça, sentimos fortemente que foi um assassinato intencional”, explica um colega de ministério.

Apesar das provas, os policiais locais tratam as mortes de cristãos como consequência de acidentes, suicídio e vingança. A negligência das autoridades é reflexo do extremismo hindu, que cresceu ainda mais com o nacionalismo propagado pelo governo atual indiano.

Casos como esses tem aumentado nos países em que a Portas Abertas atua e apoia aos cristãos e sabemos que a perseguição ainda vai aumentar e a violência contra cristãos será acirrada, cada vez que se fizer um mártir em nome de Jesus.

Porém, como cristãos e com o coração missionário, com o objetivo de encorajar cristãos perseguidos no mundo, entendemos que nossa missão apenas está começando. Como brasileiros, frutos de missionários que no passado perseveraram em desbravar um país cheio de perigos e perseguição, nutrimos grande amor pelas nações e pelos cristãos que enfrentam perseguição religiosa pelo mundo.

Nesse dia, queremos convidar a igreja brasileira, livre de perseguição religiosa, a lembrar e orar pelos cristãos da Índia e de mais de 70 países do mundo, que são perseguidos e hostilizados, simplesmente porque partilham da nossa fé em Jesus, mas não da nossa liberdade.

Ore e contribua com esses cristãos, naturalmente missionários, que vivem e morrem para resplandecer a luz de Jesus.

Marco Cruz é secretário-geral da Missão Portas Abertas

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