Prêmio Nobel da Paz para cristãos perseguidos

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É a primeira vez que um grupo etno-religioso recebe a honraria. O ganhador do Prêmio será anunciado no dia 5 de outubro.

Washington – Os cristãos coptas, que sofrem perseguição religiosa no Egito, foram nomeados para o Prêmio Nobel da Paz de 2018. Eles são o primeiro grupo etno-religioso a receber a honraria.

Eles fazem parte dos 331 indicados ao Prêmio desse ano, que tem o maior número de candidatos desde 2016. A comissão responsável pela premiação não divulgou os nomes dos cristãos indicados ao Nobel. Eles representam apenas 10% da população do país.

O ganhador do Prêmio será anunciado na sexta-feira, 5 de outubro. Mas a cerimônia oficial está marcada para dezembro. Esta não foi a primeira vez que cristãos coptas são indicados ao Nobel da Paz. Em 2012, a líder cristã “Mama Maggie” Gobran foi nomeada para o Prêmio Nobel da Paz 2012 por seu trabalho abnegado de assistência às pessoas carentes das favelas em lixões no Cairo, capital do Egito.

Perseguição

Nos últimos anos, os cristãos coptas foram alvos de numerosos ataques violentos cometidos por extremistas islâmicos no Egito.

Em abril de 2017, duas igrejas foram alvos de atentados a bomba coordenados, que deixaram 25 mortos. No mês seguinte, jihadistas atacaram um grupo de cristãos no sul do Cairo, matando cerca de 30 pessoas.

Segundo o relatório da Open Doors (Missão Portas Abertas dos EUA), só no ano passado, 128 cristãos egípcios morreram por conta de sua fé. E mais de 200 foram expulsos de suas casas. De acordo com a ONG, a perseguição aos cristãos se intensificaram em 2011, quando os protestos da “Primavera Árabe” levaram à derrubada do ditador Hosni Mubarak.

“Os cristãos no Egito enfrentam atualmente níveis sem precedentes de perseguição. Apesar disso, os coptas sempre se recusaram a retaliar e continuarão a praticar a coexistência pacífica”, disse a organização.

*Com informações da PRNewswire


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