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quinta-feira, 27 janeiro 2022

Cristãos iranianos estão sob a mira da lei do país

Iran
Foto: unsplash

Eles foram acusados de agir contra a segurança nacional ao promover o cristianismo

Por Marlon Max

No Irã, cinco cristãos ex-mulçumanos foram intimados a cumprir pena de prisão por praticarem a fé em reuniões domésticas. De acordo com a missão Portas Abertas, Lá, só existem quatro igrejas reconhecidas pelo governo, mas são vigiadas e não podem receber novos membros ou visitantes.

A falta de lugar para cultuarem a Jesus tem levado os cristãos a se reunirem em casa para os momentos de oração. Isso é considerado um ato contra a segurança nacional, de acordo com o governo do Irã. As punições para os cristãos que são descobertos fazendo cultos domésticos vão desde multas e assédio a sentenças de prisão.

A missão também relata que, no dia 10 de novembro, Amin Khaki, Milad Goodarzi e Alireza Nourmohammadi compareceram à prisão. Eles foram condenados a uma sentença de três anos em Fardis.

Já no dia 11 de novembro, Sasan Khosravi e Habib Heydari retornaram à prisão em Bushehr para cumprir o restante da sentença de um ano, sob acusação de “propagar mensagens contra o Estado, promovendo o cristianismo”. Sasan Khosravi ainda precisará passar dois anos em exílio após cumprir a pena.

Portas Abertas pede intervenção da ONU

Em uma carta conjunta com outras nove organizações cristãs, a Portas Abertas pede a intervenção de Michelle Bachelet, alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, pelos cristãos perseguidos no Irã. As organizações denunciam a falta de liberdade de crença e a violação do direito de ter um lugar onde podem se reunir para orar e cultuar a Jesus.

Além de pedir esclarecimento sobre onde os cristãos ex-mulçumanos podem se reunir, a Portas Abertas solicitou também o fim da repressão às igrejas domésticas, das prisões e dos maus-tratos. Na carta, as dez organizações pedem que Bachelet trabalhe pela liberdade dos cristãos presos e exilados por praticarem a fé de forma pacífica.

O Irã é o 8º país na Lista Mundial da Perseguição 2021. O código penal do país foi alterado por meio de emendas nos artigos 499 e 500, transformadas em lei pelo presidente do Irã em fevereiro. A mudança no código penal torna as minorias religiosas, incluindo os cristãos ex-mulçumanos, mais vulneráveis.

Com informação Portas Abertas

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