21 C
Vitória
quarta-feira, 8 dezembro 2021

A cristã que ajuda deficientes auditivos na pandemia

Para ajudar os deficientes auditivos com uma máscara adaptada para usar durante a pandemia, uma cristã de Brasília resolveu fabricar um modelo adaptável

Desde que se começou a pandemia do novo coronavírus no Brasil, a solidariedade tem brotado no coração das pessoas. São gestos como o da funcionária pública Renata Sabbat, 46 anos, que faz a diferença. Para amenizar a barreira de comunicação entre deficientes auditivos, ela resolveu costurar e doar máscaras personalizadas na igreja que frequenta, em Brasília.

“A ideia surgiu quando eu li uma reportagem sobre uma moça no exterior que tinha feito máscaras para surdos com a parte da boca transparente. Como na nossa igreja tem o grupo de surdos, eu também me preocupei com eles.”

Renata colocou a ideia no papel com a ajuda da tia. “Como ela é costureira, pedi para que fizesse as medidas corretas e me ensinasse como fazer”, relata.

Produção das máscaras

Para a produção da máscara, foram utilizados os materiais de TNT, arame e plástico transparente. “O arame ajudou a acomodar melhor a máscara no nariz”, diz Renata. Na primeira doação, foram entregues 30 máscaras. “A resposta dos surdos foi ótima. Eles pegaram não só para si, como também para os intérpretes”, conta.

Renata pegou firme nesse propósito. E uma vez que elas tiveram um ótimo retorno, se animaram ainda mais aumentando a produção. “Tenho feito de noite, assim que acaba o expediente, e fico até às 23h. A meta é fazer até 30 máscaras por semana”, afirma.

Resultados de quem ajuda

A líder do ministério de deficientes auditivos da igreja, Daniele Contaifer, de 53 anos, ficou bastante emocionada, ressaltando a importância dessa iniciativa, uma vez que o isolamento social dificulta a comunicação entre eles, os quais precisam interagir online.

“O surdo precisa de algo próprio dele. Ele está dentro da comunidade e precisa de visibilidade”, disse.

“Se todos os ouvintes utilizassem a máscara transparente, nos ajudariam bastante. Com ela, a gente consegue ver a marcação da boca e as expressões da pessoa”, explica o teólogo Rodrigo Gonçalves Lima, de 40 anos.

Outras iniciativas

É possível também observar outras iniciativas, como o da fonoaudióloga Erica Bacchetti, que é especialista em aparelhos auditivos. Ela fez um projeto de doação de equipamentos de proteção transparentes, além de produzir 2 mil máscaras que deixam a parte dos lábios visíveis. Foram beneficiadas as famílias e profissionais que atendem os deficientes auditivos.

“Estamos vivendo um momento tão difícil de isolamento das pessoas, e ter ainda mais uma barreira, não poder se comunicar, é muito ruim para eles”, afirmou Erica.

*Com informações do Correio Braziliense

- Publicidade -

Matérias relacionadas

Comunhão Digital

- Publicidade -

Fique Por Dentro

- Publicidade -

Plugue-se