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terça-feira, 31 março, 2020

Crianças são assim…

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Você já parou para analisar o que diz, pede ou manda uma criança fazer? Experimente. Provavelmente irá se surpreender. Já vi e ouvi coisas absurdas e gostaria de aqui compartilhar…

Certa vez, caminhava pela rua quando, pouco adiante, duas crianças saíam de um carro e sua jovem mãe logo atrás. Rapidamente, as crianças subiram numa pequena grade que cercava um prédio. O que vi a seguir foi realmente absurdo. Aquela estressada mãe deu um empurrão em cada uma das crianças, para que descessem dali, gritando-lhes o quanto eram danadas e desgraçadas; que se caíssem iriam dar trabalho para ela. Diga-se de passagem, que o pai ia junto, sem dizer qualquer palavra.

Crianças são crianças. Sobem em grades, cercas, sofás, cadeiras, mesas, etc. E, pode acreditar, não fazem isso só para irritar os adultos. Fazem porque têm uma energia vital, porque são aventureiras, porque estão descobrindo o mundo, porque precisam ver as coisas de cima, como só os adultos veem.

De outra vez, uma mãe levou seu filhinho de uns 4 anos rigorosamente vestido, penteado e arrumado para o departamento infantil da igreja e lhe deu ordens estritas de não se sujar. Criança é criança! Ela gosta de desenhar no papel, na mesa, no chão; gosta de sentir a textura da massa, da areia, da tinta; há centenas de coisas à sua volta para descobrir, conhecer, experimentar, por isso é mais prático limpar as mãozinhas na roupa ou na toalha do que perder tempo indo lavar as mãos.

Crianças são crianças. Sobem em grades, cercas, sofás, cadeiras, mesas, etc. E, pode acreditar, não fazem isso só para irritar os adultos. Fazem porque têm uma energia vital, porque são aventureiras, porque estão descobrindo o mundo, porque precisam ver as coisas de cima, como só os adultos veem.

Doutra feita, um pai repreendeu o filho, chamando-o de mentiroso e ordenando-lhe que fosse para a cama dormir porque não havia monstro algum no quarto. Criança é criança! Em sua imaginação existe super-herói, monstro, papai-noel, etc. No escuro, uma camisa dependurada vira fantasma, um ruído vira um estrondo, uma sombra vira monstro e, com certeza, os monstros sempre se escondem em baixo da cama…

Conheço uma mãe que dizia aos filhos que, se chegasse do trabalho e não encontrasse tudo em ordem, cabeças iriam rolar. Sabe o que a criança imagina nessa hora? Sua cabeça rolando pelo chão ou pelo ar, como bola. Crianças não fazem associações subjetivas. Seu trabalho mental é no concreto, no que conhecem de ver, tocar. Por isso, é importante conversar com elas usando palavras claras e simples, exemplos palpáveis. Sua infindável curiosidade se satisfará quando ela encontrar as respostas certas.

Porque a criancice da criança irrita o adulto? Porque é exigido dela comportamento de gente grande? Dê uma resposta para você mesmo a estas perguntas.

Devemos então deixa-las pular em cima de todos os sofás, mesas e árvores; que se sujem dos pés à cabeça; levar ao pé da letra tudo o que dizem? Claro que não. Criança para se tornar adulto responsável precisa de limites, regras, educação. E, acima de tudo, da sua mão.

Que nas brincadeiras ela encontre diversão; nas dúvidas encontre verdadeiras respostas; nas conversas, sinceridade; na solidão e no medo, uma voz familiar que lhe diga:

Estou aqui, meu filho…


Gilson Bifano é pastor, conferencista, escritor e coach na área de casamento e família

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