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quinta-feira, 9 abril, 2020

Duas em cinco crianças sofreram abuso sexual

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A campanha “Luz Além do Abuso” é um dos caminhos que a Missão Luz Na Noite encontrou para prevenir e combater o abuso sexual contra crianças e adolescentes

Marta, 36 anos, foi molestada aos sete anos pelo próprio tio. Violentada sexualmente durante grande parte da infância e, mais tarde, já adulta, por seu pastor. Atualmente, luta contra as memórias e dores que ainda hoje tentam atrapalhar sua vida matrimonial.

Vitor, 26, aos seis anos foi vítima de abuso sexual por um amigo mais velho que morava e brincava na rua de sua casa. A primeira violência desencadeou várias outras que sofreu no período.

Paula, 31, foi molestada, dos 10 aos 12 anos, quando seu padrinho aproveitava a ausência dos demais familiares para cometer o crime. Devido ao que passou, apenas relaciona-se sexualmente com outras mulheres.

Jônatas, 29, vítima de Bullying, por conta de seu comportamento afeminado na infância, sofreu inúmeros abusos e, ainda na adolescência, passou a repetir o ato com outras crianças e adolescentes. Na juventude recorreu à prostituição até ser infectado com o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV).

Hoje, todos afirmam enfrentar problemas de cunho sexual e se sentem emocionalmente comprometidos. Alguns assumiram a prática homossexual por terem sido inclinados, desde a mais tenra idade, às relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo e outros por rejeitarem o sexo oposto, responsável pela violência praticada. A queixa de vícios sexuais, como pornografia e masturbação, é unânime. Há ainda quem tenha dificuldade de relacionar-se livremente no sexo, mesmo no matrimônio, devido a atos que reproduzam ou estejam ligados à violência sofrida.

Vergonha e medo calaram essas pessoas durante anos, até que conseguissem contar suas experiências a alguém. Em todos os casos, partilhar foi essencial para seguir adiante.
Essas vivências foram compartilhadas com conselheiros da Missão Luz Na Noite, que atuam desde 2001, em Vitória (ES), auxiliando travestis, profissionais do sexo e cristãos em sofrimento com sua sexualidade.

Débora Fonseca, fundadora da Missão Luz Na Noite

Após 20 anos de experiência em aconselhamento cristão e fundadora da Missão Luz Na Noite, Débora Fonseca, que é graduada em Psicologia e Direito, afirma que muitos daqueles que procuram ajuda para abandonar a homossexualidade apresentam histórico de violência e abusos durante a infância.

Por conta disso, Débora lidera, nesta semana, um levante para despertar e prevenir do abuso sexual as comunidades cristãs e a sociedade brasileira em geral. Para isso, a missão lançou a campanha Luz Além do Abuso, que acontece nas mídias sociais de 12 a 18 de maio e traz histórias de mulheres e homens vítimas de violência. Nos relatos, como foi o processo de lidar com os fatos e de revelá-los à família, amigos ou mesmo à igreja.

Além de saber como as vítimas superam ou estão superando seus traumas, quem prestigiar as redes sociais da Missão Luz Na Noite neste período encontrará publicações sobre sexualidade humana com base bíblica, visões de autoridades, religiosos e estudiosos sobre o assunto.

Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2018)

– Duas em cinco crianças já sofreram algum tipo de abuso sexual
– 51% das crianças abusadas sexualmente no Brasil têm de 1 a 5 anos
– 69,2% dos casos de violência sexual contra crianças ocorreram em casa e 33,7% tiveram caráter de repetição
– 74,2% eram do sexo feminino e 25,8% eram do sexo masculino
Mais de 15 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos afirmam já terem sofrido abuso sexual
– 47% das garotas entre 14 e 24 anos já foram forçadas pelo parceiro a ter relações sexuais

Em caso de abuso, procure ajuda de instituições que atuam na investigação, diagnóstico, enfrentamento e atendimento à vítima e suas famílias: Conselhos Tutelares, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Ministério Público, Rede de Saúde (pública ou privada) ou saiba mais pelo Disque 100.

*Obs! Os nomes citados nesta reportagem são fictícios.


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