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terça-feira, 30 novembro 2021

Cresce o consumo de conteúdo pornográfico na pandemia

“Precisamos praticar uma teologia na qual Deus é o bom inventor da sexualidade e o maior interessado em nos ensinar graciosamente a vivermos Sua vontade boa, perfeita e agradável”

Por Marlon Max

O uso de sites com conteúdo pornográficos cresceu 600% durante a pandemia da Covid-19 em relação ao mesmo período no ano passado. O número foi revelado pela Netskope, empresa americana de software de segurança. O relatório foi feito com base em dados anônimos coletados pela plataforma no primeiro semestre de 2020. O consumo de pornografia não é um hábito distante de muitas pessoas que professam a fé cristã. Dados revelam que 69% dos consumidores de pornografia são casados.

Em entrevista à Comunhão, o pastor David Riker, diz que falta diálogo sobre o assunto nas igrejas. “Os desafios referentes ao ensino sobre sexualidade na família e na igreja estão relacionados à superação. Trata-se da nossa opção (omissão) histórica por desestimular o diálogo aberto sobre o tema, do pudor excessivo frequentemente justificado por uma religiosidade dualista que demoniza o corpo, o sexo e o prazer sempre distanciando estes fenômenos do Criador”, explica.

Segundo a pesquisa realizada em 2020, 64% dos trabalhadores passaram a adotar home office e que esse novo formato provocou uma mudança considerável no comportamento do usuário. Em dado produzidos pela Quantas — que pesquisa e estuda mercados, revelou que no Brasil, há 22 milhões de pessoas que assumem consumir pornografia. 69% são homens e 24% são mulheres.

Perfil

Para Rachel Anne Barr,  PhD em Neurociência, na Laval University, no Canadá “A longo prazo, a pornografia provoca disfunções sexuais, especialmente na forma de incapacidade de conseguir uma ereção ou para alcançar o orgasmo ao manter relações com outra pessoa. Da mesma maneira, o grau de satisfação com a relação e o compromisso com o parceiro também podem ser afetados” revela a médica.

A pornografia já foi apontada como fator de ruptura de vários relacionamentos. O casal se entrega à rotina entediante do dia a dia e, sem aconselhamento familiar, recorre a conteúdos adultos. De acordo com o pastor Emerson Mafessoni, que também é terapeuta familiar, que está viciado em pornografia precisa estar disposto a enfrentar um processo a longo prazo de libertação.

graficos pesquisa Quantas revela-01“Reconhecer o vício em pornografia e buscar ajuda principalmente de pessoas que conheçam o assunto e sejam confiáveis. O processo de libertação para o vício, muitas vezes, é árduo e demorado. Muitos homens solteiros e até pais de família se enveredaram nesse caminho e acabam num sofrimento muito grande. O caminho é o aconselhamento, a renúncia à prática, a santificação pelo poder da Palavra de Deus e a oração. Também vale ressaltar que, geralmente, já se traz um histórico de perversão sexual”

Essa dificuldade em abandonar o vício é explicada pela ciência. Segundo Rachel Anne Barr, Em vez de se dirigir ao parceiro ou parceira para obter uma gratificação sexual, os consumidores habituais de pornografia recorrem ao seu celular ou computador quando o desejo bate à porta.

O cérebro responde à estimulação sexual liberando dopamina, um neurotransmissor associado principalmente à antecipação de recompensas, que atua também na programação de memórias e informações no cérebro. Isso significa que quando o corpo quer, por exemplo, alimento ou sexo, o cérebro recorda o que deve fazer para obter o mesmo prazer que em ocasiões anteriores”, conta.

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