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terça-feira, 23 abril 2024

Crente caloteiro está em pecado? Veja dicas para sair das dívidas

Mais de 70 milhões de brasileiros estão inadimplentes, segundo dados da Serasa Experian. Foto: Freepick

A Bíblia alerta sobre o testemunho que o evangélico tem que dar em relação a sua vida financeira.

Por Cristiano Stefenoni

Se você é evangélico e está com o “nome sujo na praça”, ou seja, faz parte da lista negra do SPC e da Serasa, saiba que Deus não aprova essa situação. Primeiro, por causa do péssimo testemunho dado pelo crente caloteiro, e segundo, por trazer diversos problemas para sua vida financeira, e consequentemente, prejudicar a fidelidade nos dízimos e nas ofertas. Sendo assim, como sair do atoleiro das dívidas, regularizar a situação e viver em paz com o Senhor?

A primeira coisa a fazer é entender que buscar ajuda não é feio, nem constrangedor, mesmo porque você não é o único nessa situação. Mais de 70 milhões de brasileiros estão inadimplentes, segundo dados da Serasa Experian. O valor médio das dívidas é de R$ 4,6 mil.

O segundo ponto é entender que “dar calote” é pecado. “Ficar devendo é um pecado duplo, pois o devedor traz prejuízo para o credor e para o nome de Deus, se este se diz um seguidor de Cristo Jesus. Provérbios é um livro que trata bastante do assunto do dinheiro e no capítulo 22, versos 26 e 27 há uma clara advertência contra a dívida”, alerta o pastor Maiquel da Silva Nunes, que é mestre em Teologia Aplicada.

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O pastor explica que o cristão tem o dever de ter o nome limpo, exatamente pela questão do testemunho. “Como cristão a responsabilidade é ainda maior pelo fato de representar o nome de Cristo. É claro que imprevistos acontecem, no entanto, como bom cristão, preciso ter minha reserva de emergência, uma vez que a Bíblia está repleta de textos que incentivam o planejamento e a boa administração financeira”, justifica o pastor.

Não mexa no que é sagrado

Se a situação está ruim, ela pode piorar se a pessoa usar o dinheiro destinado a fidelidade a Deus para pagar dívidas. “O dízimo é sagrado e não me pertence. Portanto, nem deve passar pela minha cabeça roubar de Deus por conta de um problema que, na maioria das vezes, eu mesmo criei. Por mais que seja tentador deixar o dízimo para depois, essa não é a melhor opção, pois Deus nunca nos deixa para depois”, alerta o pastor.

A solução não está no empréstimo

Apesar de ser tentador e do alívio momentâneo que um empréstimo dá, esse crédito pode ser um beco sem saída. “Recorrer a um endividamento com juros elevados e sem respaldo institucional é como tentar matar a fome com algodão doce. Pode ser interessante no começo, mas rapidamente se mostrará uma péssima opção. Juros eu devo receber e não pagar. Quando pago juros é como se estivesse deliberadamente jogando parte do meu dinheiro no lixo de alguém”, ressalta Nunes.

Deus não aprova empréstimo a juros

Em Êxodo 22:25, Levítico 25:37, Deuteronômio 23:19 e vários outros textos, a Bíblia é clara em advertir sobre a importância de não emprestar dinheiro a juros. “Na verdade, emprestar dinheiro é algo que não deveria ocorrer. Se é necessário ajudar alguém, esteja disposto a doar o recurso. Milhares estão em litígio nesse momento pela falsa ideia de que um determinado empréstimo seria pago amigavelmente. Isso, na maioria esmagadora das vezes, é pura ilusão”, afirma o pastor.

Sair das dívidas exige estratégia e disciplina

O pastor explica que o melhor caminho para sair de um endividamento é reduzir os gastos e substituir dívidas péssimas por dívidas ruins, uma vez que não existe dívida boa. “Um exemplo é substituir uma dívida no cheque especial ou no cartão de crédito por um financiamento consignado ou adiantamento/empréstimo na instituição em que trabalha. Normalmente os juros nessas modalidades são bem mais baixos. Mas o mais importante é começar a gastar bem menos do que se ganha”, orienta.

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