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segunda-feira, 8 agosto 2022

CPI da covid-19: “Vimos a antítese de um presidente cristão”

A ONG Rio de Paz protesta a respeito das 200 mil mortes pela Covid-19 no Brasil Foto: ONG Rio de Paz

Em audiência pública na CPI da Covid-19, os senadores ouvem vítimas da pandemia e também ativistas sociais, como o pastor Antônio Carlos Costa

Por Marlon Max

Em mais um dia de agenda na CPI da covid-19, os senadores ouviram, nesta segunda-feira (18), diversas vítimas da pandemia em uma audiência pública. Nas primeiras horas da audiência, o pastor, teólogo, jornalista e ativista social e presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, fez um pronunciamento repudiando os atos e omissões do governo neste período.

Para o líder da ONG Rio de Paz, o governo falhou ao não tratar da pandemia na medida em que a gravidade da crise crescia pelo Brasil. “Vimos o total descompromisso do governo com a vida. Perdemos filhos e filhas, irmãos e irmãs … perecerem por falta de desinformação, tratamentos ineficazes que resultaram no nosso país como o segundo no número de mortes absolutas no mundo”, desabafou.

Outro aspecto que chamou atenção na fala do pastor foi o crescimento da insegurança alimentar em diversas regiões no país. Ele narra que, através de seu trabalho humanitário, tiveram que amparar várias famílias nas áreas mais vulneráveis do Brasil. “Milhares de pessoas tiveram que subir os morros para levar cestas básicas, porque quem não estava morrendo de covid-19 corria o risco de morrer de fome”

Foto: reprodução

Com amplo apoio da famigerada bancada evangélica e de líderes religiosos de muitas denominações no país, o Teólogo questiona o valor do “cristianismo” testemunhado nas ações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“O que esperar de um presidente que se diz Cristão? Na verdade vimos antítese do que é considerado o evangelho. Para nossa revolta ainda vimos o presidente apoiar atos antes democráticos, xingar jornalistas e espalhar ódio, ao contrário de conforto ao povo em um momento tão sensível para todos”, disse.

Em sua fala final, o pastor Antônio Carlos Costa demonstra desprezo pelo governo atual, e pede que o Brasil escolha melhor seus representantes. “A impressionante falta de empatia, ficou claro que não podemos ser governados desta maneira por quem quer que seja”, concluiu.

A crise da pandemia se expandiu pelo Brasil sobretudo durante o atraso na distribuição de vacinas, falta de políticas públicas que amparasse pessoas em vulnerabilidade e por politizar um problema com proporções globais. As repercussões da pandemia ainda reverberam pelo país, mesmo que em escala muito menor.

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