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quarta-feira, 8 dezembro 2021

CPI aprova quebra de sigilo das redes sociais de Bolsonaro

O motivo é a live feita nas redes sociais do presidente onde ele relacionou a vacina contra a covid-19 à aids

Por Daniel Weterman, Amanda Pupo e Matheus de Souza (Agência Estado)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid aprovou a quebra do sigilo telemático do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais pela live em que o chefe do Planalto relacionou a vacina contra a covid-19 à aids.

O requerimento foi aprovado no início da reunião da CPI nesta terça-feira, 26, data marcada para a votação do parecer final da comissão.

No requerimento, a CPI determina às empresas Google, Facebook e Twitter o envio de dados sigilosos de Bolsonaro nas redes relativos a abril de 2020 até o momento ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). Outro requerimento aprovado pede uma investigação pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito das fake news.

A declaração de Bolsonaro, mentirosa, levou Facebook, Instagram e Youtube a retirarem do ar o vídeo da transmissão e foi incluída no parecer da CPI. A comissão decidiu ainda acionar a Advocacia do Senado para protocolar uma representação contra Bolsonaro no Supremo e na PGR pedindo uma retratação e a suspensão das contas do presidente nas redes.

Relatório da CPI

Senador Renan Calheiros, do MDB-AL
Senador Renan Calheiros, do MDB-AL. Foto: Reprodução/ Agência Senado

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), decidiu pedir a responsabilização do presidente Jair Bolsonaro pela declaração da Live. “Tal episódio reforça a decisão do Presidente da República de continuar propagando informações falsas, em sua campanha antivacina deletéria para a população brasileira”, escreveu Renan.

O pedido do relator é que sejam adotadas ações para afastar Bolsonaro de todas as redes sociais, “para a proteção da população brasileira”. Em entrevista a jornalistas, o relator chamou Bolsonaro de “serial killer que tem compulsão de morte” em função da postura do presidente durante a pandemia.

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