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segunda-feira, 6 julho, 2020

Depois da covid-19, o que teremos: cicatrizes ou marcas de vitórias?

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Se concebermos esta existência como um estágio para adentrarmos à Pátria Celestial, entenderemos que as crises são graus na escala de aprendizagem

Feridas curadas, mesmo nos legando possíveis alterações dermatológicas ou psicológicas, em tese, sinalizam a superação de um infortúnio. Contudo, podemos vê-las como cicatrizes, ou como marcas de vitórias. Enfim, a nossa percepção determina o significado que damos às nossas vivências.

Numa manhã de verão de um passado não muito distante, visitei a Catedral Notre Dame. Não obstante a beleza de seu conjunto arquitetônico, o que mais me impressionou foi uma história contada pelo guia de turismo. Ele disse:

Por ocasião da construção desta catedral, dois pedreiros atuavam lado a lado, assentando tijolos bem ali (apontando para um lado do majestoso edifício). Ao final do dia, quando já exaustos, alguém lhes perguntou: “O que vocês estão fazendo?” Um falou: “Estou assentando tijolos, você não vê?”; o outro, com entusiasmo, respondeu: “Estou dando a minha contribuição para a construção da mais bela catedral da Europa”.

Qual pedreiro, provavelmente, era o mais realizado? Qual profissional era o mais feliz: o assentador de tijolos, ou o construtor de uma bela catedral? Estas perguntas, a seguir, valem para mim e para você: qual o significado que estamos dando às nossas vivências nestes dias sombrios? O que estamos fazendo? Estamos buscando oportunidades de crescimento? Estamos aproveitando o tempo na construção de algo edificante?

Se concebermos esta existência como um estágio para adentrarmos à Pátria Celestial, entenderemos que as crises são graus na escala de aprendizagem, ainda que sejam decorrentes de uma terrível pandemia, como a COVID-19. Por outro lado, adotar comportamento negativo ante as situações desagradáveis, ou caóticas como as hodiernas, prejudicará nosso desenvolvimento espiritual, e contribuirá para aumentar o estado de tensão, tornando o viver diário enfadonho. Acelerará o processo de insatisfação, podendo gerar um quadro psicopatológico com todos os seus transtornos. Nesse sentido, levamos a vida que escolhemos.

Um soldado ao regressar da guerra é recebido em seu país como herói. Ele pode estar mutilado, mas é um vencedor. Entenda isto: vitória não surge sem luta, e alegria não garante imunidade ao cansaço. Olhando para dentro de si, você verá muitas batalhas nas quais triunfou. Esta da COVID-19 é mais uma a ser vencida por você, e por mim. É hora de concentrarmos esforços no aqui e agora. “O Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (Salmos 46: 7). Em nome de Jesus nós venceremos.  Aleluia, pois “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8:28). Então, tenhamos fé e, olhando o futuro com esperança, creiamos que a vitória final já está garantida, pois Deus, em Jesus, conduz-nos em triunfo (2 Coríntios 2:14).

É claro que viver é perigoso, principalmente com tantas incertezas. Nas encruzilhadas são lançadas pedras que nos atingem, machucam e fazem-nos sangrar. Muitas portas se fecham e parece não haver saída. Todavia, somos “atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” (2 Coríntios 4: 8 e 9), porque é o Senhor que nos fortalece, e garante que vai à frente de nós. Ele estará conosco sempre. Não nos deixará, e não nos desamparará  (Deuteronômio 31:8). E, nos momentos mais difíceis, nos tomará pela mão e dirá: “Este é o caminho, andai nele” (Isaías 30:21).

Nós cristãos não somos turistas neste mundo; somos peregrinos em conexão. Não podemos desperdiçar  energia lamentando nem o presente, nem o passado. Nossos olhos estão no Céu. Lá é o nosso lugar. O turista enche-se de coisas materiais; o peregrino aspira algo mais excelente. Abnegado, ele tem consciência de que aquilo que retemos mesquinhamente fica, mas o que repartimos em termos de respeito e amor a Deus, a nós e ao próximo levamos para a Vida Eterna. É esse comportamento diferenciado que, de forma visível, mostra às pessoas o Reino invisível de Deus, permitindo a elas vislumbrarem uma fresta de luz, mesmo  em meio à escuridão pandêmica.

Da varanda de meu apartamento, vejo o mar com suas agitadas ondas. Se; porém,  mergulho nele, constato calmaria. De igual modo, quem mergulha no amor de Deus encontra paz. Com Ele, temos esperança, e ficamos sossegados, independentemente das circunstâncias. Com Ele, conscientizamo-nos de que as nuvens escuras sobre as nossas cabeças são sinalizadoras de bonança. Passada a tempestade, com a estiagem, o solo fica ideal para o plantio. Podemos fazer novos planos e redirecionar nossos passos. Não importa se, por ora, o coração esteja sangrando e os olhos molhados de lágrimas; afinal, o Altíssimo nos garante que quem semeia chorando colhe com alegria (Salmo 126: 5).

Nosso Deus é maior e mais poderoso do que qualquer problema. E, “se Deus é por nós, quem será contra nós?”. Por isso, nesta época de adversidade, não temos motivos para desesperança, pois esquecendo as coisas que ficaram para trás, avançando com Cristo, “somos mais que vencedores” (Romanos 8: 31 e 37).

Com essa convicção, conquanto tenhamos que fazer algumas mudanças em nosso estilo de vida, em tudo e por tudo, damos graças a Deus, inclusive pelas marcas de vitórias que, depois da COVID-19, certamente, ficarão em nós, porque essa é a Sua vontade, designada para se cumprir em nossos dias. A Ele, o Todo-Poderoso que está no controle reinando, toda a glória e toda a honra hoje e sempre. Amém!

Clovis Rosa Nery é psicólogo, administrador de empresas e autor de vários livros

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