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terça-feira, 18 janeiro 2022

Covid-19: Brasil tem maior alta de mortes desde maio

A média móvel de mortes é de 557, um aumento de 45% em comparação à média de 14 dias atrás. Com o aumento de casos, pastores brasileiros alertam seus membros para os cuidados redobrados de saúde

O Brasil tem 169.213 mortes por coronavírus confirmadas até nesta segunda-feira (23), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

No Espírito Santo, estado com a maior população de evangélicos do país, nas últimas 24 horas foram registradas 14 mortes por covid-19. Segundo o painel covid-19, 178 mil e 159 pessoas foram contaminadas no estado até neste domingo, 22. Por conta do aumento dos casos, pastores fazem um alerta a seus membros.

“Entendo que temos que ser ousados na fé, crer nas providências e ações sobrenaturais de Deus. Mesmo assim não significa que devemos nos submeter às situações de risco. Temos que seguir à risca os protocolos de cuidados científicos”, destacou o pastor Paulo Eduardo, da Primeira Igreja Batista de São Paulo.

Em Vitória, capital do ES, as igrejas continuam com os cultos presenciais. Mas de forma cuidadosa. E seguindo as orientações da Secretaria do Estado da Saúde. “Os protocolos que precisam ser seguidos. Vemos com muita apreensão o aumento de casos de covid-19 em nosso estado, mas seguimos com cuidados redobrados”, Doronézio de Andrade, da Primeira Igreja Batista de Vitória (ES).

O que as igrejas estão fazendo

Desde que os cultos presenciais voltaram, após seis meses só online, as igrejas adotaram medidas restritivas entre seus membros. Muitas estão recebendo apenas 30% das pessoas. Em algumas, apenas os cultos de domingo são presenciais, as demais atividades são realizadas online. E as pessoas que estão nos grupos de risco, como idosos e crianças ainda não vão aos templos.

“Estamos evitando aglomerações, seguindo todas as recomendações, como verificação de temperatura, máscaras e álcool em gel. Além disso, não existe cumprimentos entre as pessoas. Intensificamos esses cuidados e não negligenciarmos pois há uma tendência de relaxarmos, mas isso não pode acontecer”, completou pastor Paulo Eduardo.

Ele complementa dizendo que a igreja de Cristo “precisa contribuir para que a sociedade seja seja poupada, e as cidades sejam cidades melhores”.

Receio de ir aos cultos

De um modo geral, as pessoas estão receosas com o momento de aumento de casos no Brasil. “O medo existe porque é saúde familiar. Apesar dessa apreensão, a igreja é consciente no papel espiritual que ela exerce”, argumenta Doronézio.

Pastor Paulo Eduardo complementa dizendo que as pessoas estão “contaminadas emocionalmente”. Principalmente as que estão nos grupos de risco, não podem frequentar os cultos. “Nem tão cedo poderemos suspender as atividades virtuais para essas pessoas que não podem ir aos cultos presenciais. É o mínimo que temos que fazer”, disse.

De um jeito ou de outro, os cultos não deixarão de acontecer. “Deixar de ter culto como aconteceu por seis meses, a igreja perde a identidade. Então, os cultos continuarão acontecendo”, afirmou Doronézio.

E tudo isso vai passar. “Temos que manter um olhar de esperança. Vamos vencer essa etapa, mas sermos prudentes. E como cristãos, vamos fazer nossa parte, orar pelo país, pelo estado e crer que Deus cura, protege e guarda. A fé e a ousadia espiritual não estão em rota de colisão com a prudência”, declarou.

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