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sexta-feira, 19 agosto 2022

Coronavírus, o novo paradigma

Qual a grande importância do novo coronavírus para a nossa sociedade e obviamente para a Igreja? Mudança de paradigma. Nunca na história da humanidade uma sociedade mudou tanto e tão rapidamente quanto nos últimos seis meses. Já tivemos diversas mudanças, algumas talvez muito mais drásticas, mas elas levaram tempo. Para ficar só nas últimas transformações radicais, nos últimos 70 anos, por exemplo, cito a geração hippie, que teve seu ápice em agosto de 1969 com o festival de Woodstock. No entanto, desde o início dos anos 60 as mudanças vinham acontecendo. Woodstock alterou a visão do mundo, de família, de país, de religião. Foram mudanças radicais, porém que levaram anos para ser implantadas.

Nem mal terminara a revolução hippie e logo teve início outra, muito maior e com consequências muito mais drásticas: a da internet. Quanto mais rapidamente pudermos absorver tudo o que ela nos ensinou, como pessoa, família, igreja, empresa, cidade, país, mais estaremos preparados para os próximos desafios.

O que não pode acontecer é ter passado tudo isso e não tirar lições (boas e ruins). É como estar dentro da arca e não perceber que, quando parar de chover, o mundo que vamos encontrar não é o mesmo de quando embarcamos.

A pergunta de US$ 1 milhão: você está preparado para esse novo paradigma?
A sua família sairá desta mais forte ou dilacerada? E a sua igreja? Sua profissão?
Seus relacionamentos? Não deixe a arca encalhar em algum monte para só então descobrir.


Quarentena

Posso confessar que este período tem sido uma bênção na minha vida. É impressionante como estava em uma roda-viva absurda. De segunda a segunda, meus horários e atividades tomavam todo o meu tempo. Agradeço a Deus pela minha esposa, mas eu não sei como ela me aguentava.

Eu tinha compromissos todos os dias, e muitas vezes (não me pergunte como) havia fins de semanas em que pregava em três, quatro e até cinco lugares diferentes. Meu Deus! Como uma família poderia sobreviver dessa maneira?

Há mais de 20 anos, eu levava minha agenda como algo extremamente sério, inadiável. Nunca me passou pela cabeça a possibilidade de uma gripe, febre, mal-estar e sei lá mais o quê tirar-me de um compromisso. Já saí de uma pregação e fui direto para o PA, pois estava passando mal. Que loucura!

Espero, sinceramente, que você tenha experimentado as mesmas sensações que senti. Nos primeiros 20 dias, cada compromisso cancelado doía no peito. Depois, fiquei meio aéreo; quem tinha de preparar vários sermões por semana só precisava então preparar três ou quatro. Veio a fase da “preguiça”. Durou pouco, mas foi como férias que eu nunca tive na vida. Descansei. Foi então que começou a penúltima fase: remir o tempo, estudar, ler, escrever, fazer as coisas de que gosto, usando o tempo que nunca tive.

Agora vem a última etapa, o medo de acabar a quarentena. Voltar à correria, lotar novamente a agenda. Pode ficar tranquila, isso não vai acontecer. Obrigado, Senhor, pela quarentena.


Limite da paciência

Qual a reclamação que mais tenho ouvido nestes últimos dias? Falta de paciência. Somos por natureza rebeldes, inquietos, insatisfeitos. Não está em nós o obedecer, o respeitar.

Quanto mais as autoridades falavam para ficar em casa, mais víamos as pessoas na rua. Quanto mais ficávamos em casa, mais difícil ficava o relacionamento familiar. Recebi alguns telefonemas de irmãos me dizendo: “Pastor, estou no limite”.

Vivemos dias especiais, que vieram para moldar nossa natureza e nossa alma. Dias em que muitos de nós tivemos de quebrar as amarras que nos prendiam, para evitar que “estourássemos”.

Creio que esses dias foram necessários para nos amansar, nos domar, nos mostrar que temos de andar não só a segunda, mas também a terceira ou a quarta milha. Que precisamos tanto dar a capa ou a túnica quanto oferecer mais do que supúnhamos existir dentro de nós.

Começamos a ter uma ideia da paciência que Deus teve conosco. Como Ele não nos mandou para o inferno por sermos tão desobedientes? Jesus deu Sua vida por nós enquanto desprezávamos todo o Seu sacrifício naquela cruz. Graças a Deus, porque a paciência de Deus não tem limite!

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