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segunda-feira, 27 maio 2024

Coreia do Norte: criança é condenada à prisão perpétua por pais terem uma Bíblia

Estima-se que cerca de 70 mil pessoas, incluindo cristãos e indivíduos de outras religiões, estão detidas no país  devido à perseguição religiosa

Por Patricia Scott [The Christian Post]

Um menino de dois anos e a família foram condenados à prisão perpétua pela posse de uma Bíblia. A informação consta no Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2022, que foi elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA.

O caso, que ganhou grande repercussão na mídia, exemplifica a dimensão da repressão imposta pelo regime comunista norte-coreano contra indivíduos com crenças religiosas. O país está em 1º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2023, da Portas Abertas, que elenca os 50 locais onde é mais difícil para o cristão viver.

Estima-se que cerca de 70 mil pessoas, incluindo cristãos e indivíduos de outras religiões, estão detidas na Coreia do Norte devido à perseguição religiosa, aponta o relatório americano. Ao descrever as atrocidades que a Coreia do Norte comete contra a liberdade religiosa nos últimos anos, António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), salientou que “o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião [na RPDC] também continua a ser negado, sem sistemas de crença alternativos tolerados pelas autoridades”.

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Abusos contra cristãos

O relatório aponta ainda que 90% dos abusos contra cristãos e adeptos do xamanismo na Coria do Norte são cometidos pelo Ministério de Segurança do Estado. O objetivo é combater qualquer ameaça percebida pela Dinastia Kim ao regime comunista.

Ainda segundo o documento, algumas instituições registradas, como igrejas, existem especialmente na capital coreana, Pyongyang. No entanto, os visitantes relataram que a igreja “operava sob rígido controle do estado e funcionava em grande parte como uma vitrine para estrangeiros”.

O Departamento de Estado também afirmou que é difícil quantificar o alcance e o número de igrejas subterrâneas ou secretas. Isto porque o governo proíbe atividades religiosas privadas.

Em 2021, a organização Korea Future, que luta pelos direitos humanos no país, divulgou um relatório denunciando casos de violência sexual, detenção arbitrária e trabalho forçado. Foram relatados 151 casos de mulheres cristãs entrevistadas pela entidade.

Desertores denunciam que o governo norte-coreano encoraja os cidadãos a denunciarem qualquer pessoa envolvida em atividades religiosas não autorizadas ou que possua materiais religiosos, como a Bíblia. Assim, segundo eles, os cristãos frequentemente escondem as atividades religiosas de familiares, vizinhos, colegas de trabalho e outros. Essa postura ocorre por medo e serem rotulados como desleais ao governo norte-coreano e denunciados às autoridades.

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