As ações violentas passam pelo “desprezo e agressão verbal” ao convertido, expulsão da família, linchamentos e até assassinatos
Por Patricia Scott
Relatório do Centro Europeu para a Lei e a Justiça (ECLJ, na sigla em inglês) destaca que, o continente, é perigoso para os muçulmanos que se convertem ao Cristianismo. Divulgado no início de julho, “A perseguição de cristãos ex-muçulmanos na França e na Europa” revela que “hoje na França é pelo menos difícil e geralmente mais perigoso para um muçulmano deixar sua religião”.
“A grande maioria das pessoas que deixa o islamismo para se juntar ao Cristianismo sofre perseguição familiar e comunitária que varia muito em intensidade, do desprezo à violência”, pontua o relatório, que observa ainda que a perseguição começa dentro da família e, depois, na comunidade. “Acontece na vida real, mas também nas redes sociais onde os islâmicos estão muito presentes e ativos”.
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Além França, o relatório ressalta que situação semelhante ocorre em outros países europeus: Alemanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda e Áustria. O documento adverte que, atualmnete, a perseguição pode afetar até 30 mil pessoas somente em território francês.
“Alguns islâmicos fazem campanhas de intimidação e inteligência para buscar e reprimir os convertidos”, detalha o documento, que alerta “Pode acontecer que um convertido seja descoberto e ameaçado, agredido ou até morto por um islamista que ele nem conhecia”.
Na França, não existe a Sharia [lei islâmica]. No entanto, segundo o relatório, “certas disposições da sharia podem ser aplicadas na prática se uma comunidade muçulmana local for suficientemente grande e radical”.
O documento destaca também que “se os pais do convertido são cidadãos de um país do norte da África ou do Oriente Médio onde a lei Sharia se aplica, o convertido pode ser privado de sua parte da herança.” No Marrocos, por exemplo, de acordo com o relatório, quando se abre a sucessão, basta que um familiar denuncie que o filho herdeiro não é mais muçulmano para que ele perca a parte da herança.
As ações violentas passam pelo “desprezo e agressão verbal” ao convertido “quando anuncia a conversão” até a expulsão da família. Há casos também de casamento forçado de menores, linchamentos públicos e até assassinatos. “Há uma gradação na reação. A maioria dos muçulmanos geralmente reage com uma punição de ‘morte social’”, diz o relatório. No entanto, raramente, “islamistas, como os salafistas ou a Irmandade Muçulmana, vão querer ‘limpar’ o escândalo causado pelo convertido aplicando uma perseguição mais radical”.
De acordo com o relatório, a violência está relacionada ao fato de que “a conversão, que implica apostasia (ridda), é condenada no Alcorão e violentamente condenada no hadith”, que são palavras e atos do profeta Maomé. Por isso, fica justificado “para muitos muçulmanos uma perseguição física e moral aos convertidos”.
Com informações ACI Digital


