Bastante criticada, a medida inicial será alterada pelo Conselho Municipal de Rushmoor, que debaterá a questão com os cristãos locais
Por Patricia Scott
Após críticas, o Conselho Municipal de Rushmoor, em Hampsirita, na Inglaterra, anunciou que alterará a liminar inicial que proibia cristãos de pregarem nas ruas de Farnborough e Aldershot. Além disso, a situação será discutida com os cristãos locais.
O Christian Legal Center, organização que defende os direitos religiosos, está oferecendo apoio jurídico aos pregadores no caso. “Estamos ao lado dos pregadores cristãos em Aldershot e Farnborough. A liminar proposta era desproporcional e ilegal, e vamos contestar qualquer outra legislação que o conselho tente implementar para silenciar e criminalizar a fé cristã”, afirmou Andrea Williams, executiva-chefe da organização.
Proposta inicial
A liminar inicial sugeria que os cristãos fossem proibidos de pregar sermões “hostis” a qualquer pessoa com características protegidas, como idade, deficiência, mudança de sexo, gravidez, raça, religião, sexo ou orientação sexual. Também tentava impedir os cristãos de abordarem pessoas para evangelismo pessoal, distribuírem folhetos, orarem ou imporem as mãos, mesmo com a permissão dos cidadãos.
A medida acusava ainda os evangelistas de rua de causar “perturbação e angústia ao público e aos comerciantes locais” e de “ofender” pedestres. Tudo isso com base em reclamações de moradores que se sentiram incomodados pelo uso de caixas de som e pelo conteúdo das mensagens dos pregadores.
Segundo a liminar, quem desobedecesse a medida poderia enfrentar uma pena de até dois anos de prisão. O conselho de Rushmoor, administrado pelo Partido dos Trabalhadores, foi criticado por violar a liberdade de expressão e criminalizar a fé cristã.
“Se isso não for desafiado e interrompido agora, espalhar-se-á e será devastador para as liberdades cristãs e para a liberdade em geral neste país”, alertou Sally McGuinness, uma das pregadoras nas cidades, acrescentando: “Eu não pude acreditar quando li isso, é uma tentativa descarada de impedir a pregação do Evangelho e nos tratar como criminosos indesejados”.
Os pregadores locais afirmaram que ser vistos como “hostis” pelo público é algo inevitável ao pregar a verdade do cristianismo. Um deles relatou: “Quando li a liminar pela primeira vez, pensei: ‘Eles devem ter cometido um erro’. Fiquei em completo choque ao ver que estava dizendo que não pode haver discussões religiosas, orar ou cantar, e as pessoas têm que vir até você, porque você não pode ir até elas e compartilhar o Evangelho que os cristãos têm pregado livremente neste país há séculos”.
Ele acrescentou que como cristão, é ordenado a compartilhar as Boas-Novas e, portanto, compelido a pregar a Palavra. “O Evangelho não é uma ideia minha, estou sendo obediente a Deus”.
Diversos casos de hostilidade e repressão contra pregadores de rua têm ocorrido na Inglaterra. Evangelistas já foram presos sob acusações de “discurso de ódio” durante suas pregações em locais públicos. Com informações The Thelegraph
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