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sexta-feira, 19 agosto 2022

Consciência tem cor?

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E ao longo dos séculos muitas perseguições, discriminações e genocídios aconteceram por questões étnicas

Por Lulinha Tavares

Em busca, talvez, de uma identidade ou até mesmo de aceitação diante da sociedade, ou até mesmo na busca pela preservação de diretos – ou por conquistá-los – ou até mesmo autoafirmação, quem sabe, seguimos nós, seres “racionais” nos medindo por nossas diferentes etnias, condições sociais ou pela cor da pele.

O engraçado disso é que somos considerados a coroa da divina criação e inicialmente a imagem e semelhança de Deus. Em verdade em verdade acredito que de uma maneira geral parecemos pouco ou quase nada com o Criador.

O resultado disso assistimos tanto em campos de futebol como em campos de concentração, salvo, obviamente, as suas devidas proporções.

Diferentemente disso não vemos nenhuma planta discriminar e outra pela cor das suas folhas ou pela qualidade dos seus frutos, nem mesmo um animal discriminando o outro pela cor do seu pelo ou por sua condição social, nem muito menos poluindo o nosso planeta, assim como fazemos a nossa maioria inteligente.

Não vemos os cães de madame discriminando os vira-latas quando passam por eles no calçadão de uma orla, ou temendo ser assaltados por eles.

Eu prefiro olhar para o conceito de raça humana, independentemente da cor da pele, sim, somos todos humanos e devemos também procurarmos ser humanos  bondosos e generosos para com o próximo, o amando como a nós mesmos.

Etnicamente nos diferenciamos por questões culturais, religiosas, linguísticas etc.

E ao longo dos séculos muitas perseguições, discriminações e genocídios aconteceram por questões étnicas. O holocausto de judeus é um dos muitos que marcaram o último século.

Sou pernambucano e moro no Rio de Janeiro há mais de 40 anos. Minha família oriunda do corte e do plantio da cana. Isso não me tornou inferior a ninguém. O fato de ter morado em um barraco e ter sido chamado algumas vezes de paraíba não me tirou a dignidade e me tornou um revoltado ou ativista contra os cariocas.

Da mesma forma penso no que diz respeito a consciência. Creio que deva prevalecer a consciência humana, sem atribuir cor alguma, ou credo, ou etnia.

Oriunda do grego “SUNEIDESIS” pode ser definida como: Alma como diferenciadora entre o que é moralmente bom e mal, impulsionando a fazer o primeiro e evitar o último, glorificando um e condenando o outro. (Dicionário Bíblia Almeida Strong)

O maior exemplo de consciência humana que passou por nosso planeta foi Jesus Cristo, que indistintamente tratou a prostituta, o estrangeiro, a samaritana, o cobrador de impostos, o escriba, o fariseu, o jovem rico e a viúva pobre, o servo e o rei.

Ele usou algo que deixou em abundância para todos nós e que faz parte da sua essência que é o amor. Ah, o amor, versado na letra da música popular escrita por Renato Russo e oriunda da Bíblia no texto escrito por Paulo que diz:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

1 Coríntios 13 – 1:3

Pense nisso.

Siga bem, em paz e feliz.

Lulinha Tavares é coach esportivo, formado em Educação Física, MBA-FGV/FIFA/CIES, especialista em Psicologia do Esporte, empresário, pastor e líder da Igreja Batista da Graça em Queimados (RJ)

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