Este clássico cristão foi composto por Isabel Pacheco, em 1979, conheça a história completa relatada pela autora!
Por Carolina Leão [Hinologia Cristã]
O hino “A Rosa Vermelha” é uma composição de Isabel Pacheco, de 1979, e se tornou um clássico da música cristã, gravado também na voz de Luiz de Carvalho. Grande parte dos cristãos já ouviu e cantou: “[…] Jesus é o Lírio dos Vales, a Rosa de Sarom. Até Seus espinhos são marcas de amor. Agora Ele vive a plantar um grande jardim, e se você quiser será uma flor”.
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Naquela época, a compositora Isabel Pacheco vivia no Instituto Bíblico Betel Brasileiro, em João Pessoa, Paraíba. Para falar sobre a composição dessa letra, ela contextualiza como era a sua rotina entre os anos de 1977 e 1990:
“Acordar às cinco horas para meditar nas Escrituras, orar, tomar a primeira refeição da manhã, em seguida cultuar ao Senhor com louvores e mais ensino da Palavra. Depois rapidamente ir às salas de aula para examinar detalhadamente as Escrituras, seus significados e histórias, rogando sempre que o Autor Divino revelasse o que queria dizer na Palavra, pois só assim o alimento chega ao espírito e o alimenta. À tarde, as tarefas domésticas e pessoais e à noite mais estudos para aprofundar o ensino e preparar-me para os exames e provas.”
“Ele foi manchado para nos purificar”
Envolta nessa rotina de aulas e dedicação, certo dia, uma aula em específico marcou a vida da compositora, em que o tema do hino A Rosa Vermelha foi abordado em sua classe. “Num ambiente assim certamente tudo contribuía para que Ele se revelasse. Muitas vezes, fui impactada pela luz trazida pelo Espírito na compreensão das Suas verdades, mas foi especial o dia em que assisti às aulas de exegese bíblica do evangelho de Mateus. Ao ouvir a professora descrever como, em Roma, os chicotes eram confeccionados em couro e tinham pontas de ferro para que quando fosse usado nas costas do condenado rasgassem as suas carnes, fazendo-lhe sulcos por onde lhe escorria o sangue… A imaginação daquela cena me deixou aterrorizada. Um turbilhão de pensamentos e imagens me veio à cabeça”, nas palavras de Isabel Pacheco.

“A professora continuava a descrever: Ele foi esmagado, mas, era puro e sem pecado. Era pelos nossos pecados que estava sofrendo… Mas como a rosa das regiões de Sarom que são brancas e quando são tocadas ficam vermelhas e perfuma, Ele foi manchado para nos purificar. Não podia conter as lágrimas, o coração apertava e pelo Espírito parecia ouvir a nítida voz de dor de Jesus me dizendo: – Foi por você que suportei isso… Para salvar você… Porque te amo. Inclinei a cabeça sobre a carteira, as lágrimas corriam sem que eu pudesse controlar e pensei: Eu não mereço. Obrigada Jesus, por tamanho sacrifício!”, relembra a compositora.
A composição
A partir dessa experiência que foi marcante na vida de Isabel, ela compôs a canção. “Era a última aula da manhã, todos saíram da sala e eu fiquei ali perplexa, chorando. Comecei a escrever no caderno já aberto: Ele foi esmagado como a rosa de Sarom… Entendi que ‘pelas Suas feridas fomos sarados’, então Sua vida foi como a rosa vermelha cravada na cruz… Seu sangue rega o jardim das vidas que foram e serão salvas. Mais tarde durante aquele dia peguei o violão, completei a poesia e a música que até hoje ao cantar me comove e enche meu coração de gratidão pela vida de Jesus derramada não só para minha, mas para salvação de todos os homens”, registrou ela sobre a experiência de compor.
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