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quarta-feira, 21 abril 2021

Congresso será iluminado para lembrar vítimas do Holocausto

É necessário recordar o Holocausto para que nunca mais aconteçam a intolerância, o desrespeito e a iniquidade.

Por Geila Salomão

Uma projeção com a frase “Holocausto Nunca Mais” estará iluminada a partir das 19h, nos prédios do Congresso Nacional, na noite de hoje (7), para lembrar os seis milhões de judeus e outras minorias exterminados pelo nazismo, em alusão ao Dia do Holocausto e do Heroísmo ou Iom HaShoá VehaGvurá (em hebraico).

A solicitação da projeção foi feita pela Confederação Israelita do Brasil (Conib). Este é o quarto ano em que o Congresso Nacional participa da iniciativa. A primeira projeção, em 2018, foi solicitada pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), então presidente do Senado, que também é judeu.

Para Francisco Cardoso, presidente da Congregação Judaica de Vitória “Chessed V’emet”, o Holocausto foi um dos mais terríveis acontecimentos históricos contra a humanidade. Milhares de seres humanos, na sua grande maioria judeus, foram perseguidos, torturados e mortos nos campos de concentração. Relembrar este horripilante genocídio traz lembranças que gostaríamos de esquecer, entretanto, o objetivo da projeção é manter viva a memória de seis milhões de judeus vítimas do nazismo, mas também para fazer com que a lembrança do Holocausto venha ajudar a combater as atrocidades cometidas em nome do antissemitismo e também do preconceito contra qualquer ser humano. Como expressou Edmund Burke: “Uma sociedade que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”.

Para Ilana Trombka, diretora-geral do Senado, a data, além de lembrar a existência do holocausto, também serve de alerta à sociedade para não permitir qualquer tipo de intolerância.

“É necessário recordar o Holocausto para que ele nunca mais aconteça. Não é para que nunca mais aconteça algo especificamente com o meu povo, porque eu sou judia. É para que nunca mais aconteçam a intolerância, o desrespeito e a iniquidade. É para que nós saibamos construir um mundo em que possamos respeitar as diferenças”, conclui.

  • Com informações da Agência Brasil
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