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terça-feira, 23 DE julho DE 2024

Confira respostas para dúvidas frequentes que envolvem pets e religião

Foto: FreePik

A Bíblia destaca o cuidado de Deus com os bichinhos, que expressam a glória do Criador e devem ser tratados com respeito pelo homem  

Por Patricia Scott 

O Brasil é o terceiro país em número de animais domésticos, segundo o censo do Instituto Pet Brasil (IPB) de 2021, com 149,6 milhões de pets. Considerando os 215 milhões de brasileiros, conforme dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo menos 70% da população tem um bichinho de estimação em casa.

As Sagradas Escrituras revelam que o Senhor, ao criar os animais, disse que era bom [Gênesis 1.15-28]. Desse modo, no início da criação, Deus designou Adão para cuidar e dar nomes aos bichos. Isso significa que o ser humano deve tratá-los com respeito, porque eles são criação do Todo-Poderoso e também expressam a glória de Deus.

A Bíblia destaca, ainda, o cuidado e o sustento de Deus com os animais, o que fica evidenciado em Mateus 2.26a: Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. 

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Outro exemplo que revela o zelo do Criador com os bichos está registrado em Gênesis 6, quando Ele poupou do dilúvio um casal de cada espécie. 

Pets vão para o Céu? 

Atualmente, a relação entre os animais e os seres humanos está bastante próxima. Muitos, quando perdem o bichinho de estimação, ficam abatidos e sentem a dor da morte de um ente querido. E logo surge a dúvida: encontraremos com eles no céu? 

“Só serão salvos e irão para o céu aqueles que creram e confessaram com a boca que Cristo é o Senhor”, explica o pastor presbiteriano Antonio Junior, no artigo “Animais de estimação vão para o céu? Bichos têm alma?”. Segundo ele, os animais não têm condições de serem salvos, porque não possuem a capacidade de reconhecer Jesus como salvador nem de manter um relacionamento íntimo com Ele. 

O líder religioso pondera, entretanto, que essa constatação não deve gerar tristeza. O importante é guardar com carinho o período compartilhado da companhia e da alegria do pet. “Na eternidade, você não sentirá falta dele. A Bíblia garante que não haverá tristeza ou saudade, porque a presença de Deus será suficiente”. 

Animais têm alma? 

Quanto aos animais terem ou não alma, o pastor afirma que não há existe uma passagem bíblica exata que responda a essa questão. Ele explica, no entanto, que a alma humana é responsável pelas emoções, pelas decisões, pelos sentimentos e pelos pensamentos. 

“Os animais têm sentimentos básicos, medo, raiva, tristeza, mas não possuem a capacidade de analisar, questionar e expressar esses sentimentos de maneira racional como os humanos”, pondera Antonio Junior, acrescentando que eles fazem escolhas, mostrando que têm vontade própria, mas limitada. 

O pastor considera que, provavelmente, os animais têm alma, mas frisa que existe uma diferença muito grande entre o ser humano e os bichos revelada em Gênesis 1.26,27. “Eles não foram criados à imagem e à semelhança de Deus. Isso significa que, [se tiverem alma], não é igual à nossa”, pondera e emenda: “A deles é responsável apenas pelos sentimentos, e a nossa está ligada ao espírito que faz com que sintamos a necessidade de buscar a presença de Deus”.

‘Existe mãe de pet?’

A Palavra de Deus destaca a maternidade como uma ‘missão’ abençoada, uma honra e motivo de alegria possuir o dom de gerar filhos. É bastante comum, entretanto, na atualidade, mulheres se referirem ao animal de estimação como ‘filho’.

O pastor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Pendotiba, Niterói (RJ), considera que a cultura contemporânea distorceu o verdadeiro significado da maternidade. Em uma publicação no Instagram, ele comentou sobre a “doença” da geração atual, referindo-se ao fato de algumas mulheres comemorarem o Dia das Mães por se considerarem mães de pet.

“Percebe-se, nitidamente, que essa geração encontra-se adoecida, quando se vê, nas redes sociais, mulheres comemorando o dia das mães por se acharem mães de cachorros e gatos”, postou, ao considerar que não existe maternidade de animais. Segundo Vargens, a sociedade inverte valores, perdeu-se em conceitos errados, abraçou o paganismo. “Seguirei firme, defendendo que não existe mãe de pet. Afirmar que uma mulher não pode ser mãe de pet não é falta de amor, é, sim, bom senso”. 

De acordo com Renato, a atual geração mimada deseja “reescrever o conceito de maternidade e, para tanto, está usando até mesmo o nome de Deus. Não me dobrarei a essa agenda relativista que considera animais como filhos, demonstrando com isso que desconhece a Bíblia, bem como valores básicos da teologia”.

Argumentos contrários aos pets no Céu

  • São seres irracionais. Por isso, não podem entender o conceito de Deus nem escolher segui-Lo e aceitar Jesus como salvador. Essa condição, segundo a Bíblia,  é determinante para a entrada no Céu.
  • Não há textos bíblicos que mencione a ressurreição de animais ou a salvação de pets.
  • No Céu, haverá outros animais e será possível interagir com eles, sem o risco de perdê-los para a morte.

Argumentos a favor dos pets no Céu

  • Os animais não têm culpa do pecado que recaiu sobre os humanos. Eles sofrem as consequências desses erros. Logo, não há motivos para não irem para o Céu.
  • A Bíblia afirma que toda natureza louva a Deus. No entanto, não há como afirmar se esse modo de louvar é um reconhecimento do poder salvador e mantenedor de Cristo.
  • As Escrituras não mencionam a ressurreição e a salvação dos bichos de estimação. No entanto, Deus tem poder para recriar os bichinhos de estimação com as mesmas características e comportamentos de quando estiveram  em vida na Terra.

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