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terça-feira, 24 novembro 2020

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A forma com que as pessoas se relacionam com a música mudou

Por Rafael Ramos

Há algumas semanas, viralizou na internet um vídeo de um desabafo da cantora Beyoncé. Em menos de 15 segundos, a popstar questionou sobre como as pessoas hoje em dia não têm mais contato com uma obra completa e critica como as músicas passaram a ser lançadas ao acaso, sem o menor planejamento ou propósito e se tornaram cada vez mais descartáveis ou superficiais. E, aceite ou não, o mesmo tem acontecido com o nosso “mundo gospel”.

A forma com que as pessoas se relacionam com a música mudou e é por isso que os cantores e bandas precisam saber se adequar a esse novo modelo não tão novo assim. Afinal de contas, o mundo já passou por todas as fases da música: o Long Play (ou LP), a fita K-7, o Compact Disc (ou CD), o MP3 e agora as plataformas digitais, mostrando que a tendência é que cada vez mais o físico dê lugar ao digital.

E é nisso que a gente esbarra quando Beyoncé fala da ausência de uma obra completa. Infelizmente, muitos artistas, principalmente os que têm mais tempo de estrada, não souberam se adaptar a esse novo tempo achando que single é lançar qualquer música e EP é dividir um álbum em partes ou pegar aquelas cinco músicas que sobraram do trabalho anterior e gravar.

Você, caro artista, precisa entender que com o streaming, toda vez que um ouvinte acessa uma das plataformas – seja o Spotify, a Deezer, o Apple Music ou qualquer outra – ele vai estar sendo bombardeado de novidades. Então, a escolha do seu single, principalmente se você for um cantor estreante, é o que vai determinar se a pessoa vai ou não querer saber do seu trabalho.

Para você entender melhor, vamos fazer a seguinte simulação. Imagine que o streaming é um grande mercado e tem várias moças com aquelas bandejas de amostras grátis. As pessoas entram e provam cada uma delas. A que conquistar a preferência do público é a que vai fazer com que elas queiram consumir mais daquele produto em questão.

Com o seu single é a mesma coisa. A pessoa tem que ouvir sua música e querer saber mais de você, querer saber quais são suas redes sociais, se aquela música tem um videoclipe, se você está no Instagram, qual seu perfil no TikTok e por aí vai. Se a sua música não provoca isso nas pessoas, você só vai ter perdido tempo e lembre-se: tempo é dinheiro e dinheiro é uma coisa que não está dando para você ou qualquer outra pessoa ficar perdendo por aí.

E, se tem gente que erra na escolha de um bom single, o mesmo acontece com o EP. Quantas vezes você pegou o EP de um cantor e a impressão que tem é que você está ouvindo algo que não se encaixa, como se ao invés de um só projeto você estivesse ouvindo cinco álbuns diferentes já que as músicas parecem não terem sido pensadas para aquele repertório. Voltando ao que foi falado mais acima: EP não é dividir álbum em partes. É preciso pensar, traçar estratégia e, principalmente, saber qual é a identidade do projeto. Se o artista não sabe o que quer transmitir com seu projeto e se ele mesmo não consegue acreditar na sua verdade, não vai ser o público que vai acreditar e comprar a ideia.

Muitos artistas investem em uma boa gravação, em um bom clipe, mas, quando chega a hora de divulgar a sua própria música, ele quer contar com a ajuda de Deus para isso como se a grande estratégia fosse cair do céu. Falando em uma linguagem bem crentês, Deus só faz o impossível, o possível é por sua conta e risco.

Então, meu amigo cantor, está na hora de você começar a entender e conhecer melhor o seu público e aprender a planejar sua própria carreira. O mundo da música mudou e se você não souber acompanhar essa mudança, sinto-lhe informar, mas quem resolveu estudar para entender esse novo tempo vai sair na sua frente e não adianta achar que tempo de carreira vai te ajudar nessa hora.

Rafael Ramos é jornalista, cristão, assessor de Imprensa e especialista em gestão de projetos e comunicação na música gospel

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