Comunhão revisita a sua história

O ano de 1997 estava quase chegando à metade quando o mercado editorial capixaba viu surgir o primeiro exemplar de uma publicação diferente. Na contramão das revistas de celebridades e de culto ao corpo, que começavam a se popularizar, Dominical, que hoje você conhece como Comunhão, chegava às bancas defendendo agressivamente os valores da família e da fé cristã como base para uma sociedade saudável e feliz.

Passados 12 anos e muitas histórias interessantes para contar, Comunhão conquistou o seu espaço e tornou-se leitura de referência no meio evangélico. Reconhecida por leitores e anunciantes como um produto editorial de qualidade, a publicação, é hoje a maior revista em circulação e tiragem no Espírito Santo, prestigiada por lideranças evangélicas de todos os matizes, pelo mercado publicitário cristão e secular.

Ao longo dessa trajetória, a revista sempre manteve o foco na sua motivação inicial: levantar, analisar e discutir à luz da Bíblia assuntos atuais e relevantes para o aumento do conhecimento da Palavra, o fortalecimento da fé e o aperfeiçoamento da vida cristã de seus leitores.

Para isso, tem contado com a colaboração incondicional dos evangélicos capixabas; de pastores respeitados, dentro e fora do Estado e até do Brasil; do talento de dedicados profissionais do Jornalismo; da generosidade de amigos e parceiros de negócios e, acima de tudo, da misericórdia de Deus. A todos, Comunhão agradece de forma especial neste momento, em que comemora seu 12º aniversário. E nada melhor para comemorar do que relembrar alguns dos bons momentos dessa caminhada. Acompanhe a seguir.

Abrindo o caminho

Desde o seu primeiro número, ainda como Dominical, a revista já abordava assuntos até então pouco discutidos no meio evangélico, como o preconceito racial (capa da 1ª edição), o papel da mulher nas igrejas, a liberdade de culto, o consumismo desenfreado e o evangelismo em presídios.

O primeiro ano de vida também viu nascer aquela que daria origem às muitas outras séries especiais de reportagens que Comunhão faz periodicamente: Estudos Bíblicos, que tratou de temas caros à igreja e à vida cristã, como estilo de vida, discipulado, tempo para Deus, dízimo e ofertas, entre outros.

Ainda outra característica que já é marca registrada da publicação surgia ali: o apoio, através da cobertura completa, aos eventos evangélicos realizados no Estado, fossem eles pequenos ou grandes. Desde seu primeiro ano Comunhão esteve presente no Jesus Vida Verão, por exemplo, registrando em detalhes, fotos e textos tudo e todos os que já passaram pelas areias e palcos montados na Praia da Costa.

12 anos de muito louvor nas páginas da Comunhão

O pastor e músico Carlinhos Félix foi o primeiro a ter sua carreira enfocada na seção Na Estrada, que até hoje divulga o trabalho e os lançamentos em CD e DVD de músicos cristãos de todo o Brasil. Centenas de outros talentos evangélicos seguiram-se a ele, que fez questão de deixar seu depoimento sobre a revista e seu aniversário de 12 anos.

“É uma alegria como músico, pastor e cantor, participar desde sempre desta revista, tão importante para o meio evangélico. E para mim, particularmente falando, é importante este ministério do Mário Fernando – porque eu vejo a Comunhão como um ministério – e a vitória dele como empresário. Porque não é fácil, são muitas barreiras, é preciso ter muito foco. Ele é um vencedor, e isso me ajuda a caminhar: olhar para o lado e ver que outros estão no mesmo caminho, com o mesmo coração, e guardando a nossa fé. É muito fácil dizer que tudo posso naquele que me fortalece, mas ser mais que vencedor não é apenas recitar um versículo bíblico Os mais que vencedores a gente não vê no meio da praia, vê é na arrebentação, onde estouram as ondas. Por isso, deixo aqui o meu aplauso, o meu abraço e a minha oração. Perseverem, porque o mundo é daqueles que sabem esperar no Senhor pela vitória final”.

De 2000 passarás?

Comunhão surgiu em junho de 1997, quase no final do século passado. Conforme se aproximava a virada do milênio, a mídia mundial alimentava as expectativas sobre o possível fim do mundo, registrado em variadas profecias. Será que elas se concretizariam? Este assunto também foi tema da revista, na reportagem de capa da edição 28 (dezembro de 1999).

Sempre na vanguarda, já no terceiro ano de existência Comunhão lançou seu site, assunto de matéria na edição 26. Ciência e tecnologia, aliás, ocuparam com freqüência o foco na revista: nas páginas da edição 25, uma reportagem pioneira registrava a criação do primeiro clone – a ovelha Dolly – e investigava as relações entre clonagem humana e espiritualidade. Na edição 30 (fevereiro de 2000), Comunhão já falava sobre igreja online!

Nesse período, as entrevistas – que, de acordo com a Pesquisa Comunhão 2009, constituem uma das seções mais apreciadas pelos leitores – ganharam corpo e amplitude, como mostram a edição 21, de maio de 1999, com o pastor Russel Shedd na capa, Asaph Borba na edição 23 e Alejandro Bullon na edição 30.

A administração eclesiástica e a preparação de lideranças também já ocupavam espaço importante entre as preocupações da Comunhão, que mantinha, inclusive, uma coluna chamada Administração, assinada pelo pastor Idálio Gomes da Silva. O assunto foi amplamente destacado, por exemplo, na matéria “Como se formam nossos pastores”, publicada na edição 26, e no apoio da revista à realização do Seminário Haggai – evento que, inclusive, marcou o terceiro aniversário da Comunhão, em junho de 2000.

O quarto ano de vida registra o começo de um trabalho inédito no Espírito Santo e no Brasil: a Pesquisa Comunhão, que pela primeira vez mapeava o perfil do evangélico capixaba, identificando usos, costumes e preferências no campo familiar, espiritual, de lazer e de consumo. A reportagem, escrita a partir dos resultados cientificamente levantados por um conceituado instituto de pesquisas a pedido da Comunhão, ocupou quase toda a edição de número 33.

Pesquisa Comunhão
Em sua edição de junho de 2000, Comunhão publicava os resultados da primeira pesquisa cientificamente conduzida sobre o perfil dos evangélicos capixabas. Os usos e costumes no lar e na igreja, os hábitos religiosos, de lazer, leitura e consumo e as marcas de empresas, produtos e serviços mais lembrados pelos crentes, entre muitas outras informações levantadas nas entrevistas realizadas nos quatro maiores municípios da Grande Vitória, traçaram o mais completo painel desse segmento social que hoje já ultrapassa um terço da população do Espírito Santo. Um material precioso para igrejas, estudiosos, empresas e todos que desejam compreender e se comunicar adequadamente com este público, que deu origem ao Prêmio Destaques, atribuído pela publicação às pessoas, instituições, produtos e serviços mais lembrados pelos crentes do Estado. A iniciativa foi tão bem sucedida que a revista Comunhão passou a realizá-la todos os anos.

Ao mesmo tempo em que aprendia a conhecer em profundidade o público evangélico do Espírito Santo, crescia a preocupação da Comunhão com a formação cristã, tanto de líderes quanto de liderados, adultos jovens e crianças. O foco na educação se ampliava e a revista promoveu, na edição 34, sua primeira mesa-redonda, justamente sobre “O papel da Igreja na formação da criança”. Daí em diante, as mesas redondas e debates, reunindo pastores de diferentes denominações para discutir temas da atualidade relevantes para os cristãos e a Igreja, passaram a ser uma constante na revista.

A presença da opinião de respeitados pastores sobre os mais variados assuntos também tem sido desde o começo uma forte característica da Comunhão, que sempre contou com um respeitado corpo de articulistas fixos. Muitos nomes já passaram pela revista, e um dos primeiros foi o pastor Atilano Muradas, que, apesar de há muitos anos ter fixado residência na Flórida (EUA), até hoje colabora com a publicação e fez questão de enviar seu depoimento.

“Não tenho dúvida de que, em 12 anos, muitos obstáculos foram difíceis de transpor, houve oposição dentro e fora da Igreja, muito mais acertos do que erros, foi preciso reinventar-se, a cada dia, e o mercado ainda tentou atrapalhar. Mas, valeu a pena. Ao ler cada exemplar da Revista Comunhão, o povo cresceu, a sociedade melhorou, a Igreja amadureceu, o Evangelho foi proclamado, pessoas encontraram-se com Jesus, leis e costumes foram mudados, e o Reino de Deus foi engrandecido. Sem dúvida, a Revista Comunhão já faz parte do panteão dos grandes periódicos brasileiros que nasceram para impactar a nossa geração. Parabéns, a toda a equipe Next Editoral, aos anunciantes e articulistas, e a todos que leem a Comunhão. Mário, você é o cara! God bless you! 12 anos – este número é de Deus”, disse o pastor,

Educação, preocupação permanente
Ao longo de sua história, Comunhão tem falado constantemente da educação e formação de crianças e jovens nas escolas seculares e dominicais, e também da educação informal – aquela vinda através de veículos como a televisão e a internet, por exemplo.

As “babás eletrônicas”, a qualidade de seus conteúdos e os efeitos sobre a formação do caráter e da personalidade das crianças e jovens brasileiros foi assunto central de dezenas de matérias ao longo dos 12 anos de Comunhão. Uma das mais comentadas pelos leitores foi capa da edição 97, de setembro de 2005.

Ampliando horizontes
Corria o ano de 2001 e os temas sociais e políticos do Brasil e do mundo freqüentaram assiduamente as capas e as reportagens da revista, que tratou, por exemplo, da onda crescente do terrorismo internacional – analisando, com enfoque bíblico, “O dia em que o mundo parou”, uma bela matéria sobre o fatídico 11 de setembro em que Osama Bin Laden destruiu o World Trade Center, símbolo maior dos Estados Unidos e sua cultura (edição 50, de outubro de 2001) – e da conduta cívica dos evangélicos brasileiros (edição 51).

A vida cristã dominou o sexto ano da Comunhão. Muitas matérias foram dirigidas às lideranças e aos membros das igrejas, esclarecendo à luz da Bíblia assuntos que despertam dúvidas, como o significado dos sonhos (edição 60), o divórcio (edição 63), a educação escolar dos filhos (edição 65) e o namoro (edição 69).

Mas a revista não deixou de lado a cobertura dos fatos mais importantes do cotidiano dos evangélicos e das igrejas capixabas, como se constata na matéria de capa da edição 58, “Fé e obras”, que traçou um panorama completo das ações sociais das diversas denominações do Estado, e na reportagem “Poder renovado” (edição 61), que registrou as vitórias dos evangélicos nas eleições de 2002. Aliás, na edição anterior (60, de setembro do mesmo ano), Comunhão havia publicado os resultados de sua 1ª Pesquisa Eleitoral, outra ação inédita da revista para produzir informação diferenciada para seus leitores.

Nos anos seguintes, Comunhão deu ênfase, sucessivamente: às questões da esfera eclesiástica – evangelismo, missões, liderança, o papel da Igreja na atração e retenção dos jovens, na transformação do mundo e na construção do reino de Deus; para a família e a vida cristã – em destaque, por exemplo, nas capas das edições de setembro (“Pornografia”), outubro (“Filhos, o desafio de criá-los”) e novembro de 2004 (“Drogas”), março (“Perdão”), junho (Limites: por que os filhos precisam deles?”) e setembro de 2005 (“Televisão, mocinha ou vilã?”), entre outras.

Fiel aos propósitos que a conduziram até aqui, a família e a vida devocional continuam no centro das atenções da Comunhão, hoje consolidada na preferência do leitor evangélico como um eficiente veículo de transmissão de conhecimentos e informações que edificam a colaboram para um maior entendimento da Palavra de Deus e de Seus propósitos para a comunidade cristã, onde quer que ela esteja.

Agendas de Comunhão
Em 2006, a revista lançou no mercado capixaba a primeira agenda especialmente personalizada para atender ao público cristão. Com sugestões de leitura bíblica diária, versículo do dia e um devocional baseado na Palavra de Deus, a Agenda de Comunhão, publicada anualmente desde então, traz também a lição do dia (para orientar as ações dos cristãos) e um motivo de oração diário, para incentivar o hábito salutar da intercessão. O conteúdo devocional da Agenda de Comunhão é complementado por matérias publicadas em cada edição sobre o tema do mês, aprofundando o assunto em foco. A partir de 2008, a Agenda de Comunhão passou a ter também edições personalizadas para as igrejas que assim o desejem.
“A agenda nasceu com a mesma missão da revista, que é informar e esclarecer à luz da Bíblia, promovendo comunhão, especialmente entre as famílias cristãs”, esclareceu o diretor-presidente da Next Editorial e editor-executivo da Revista Comunhão, Mário Fernando Souza.

E, apesar desta breve visita ao passado, Comunhão celebra seus 12 anos de olhos postos no futuro. Coerente com seu senso de pioneirismo e com o compromisso originalmente assumido de contribuir para o desenvolvimento espiritual e a consolidação da fé em Cristo Jesus, atualmente Comunhão concentra esforços em dois projetos que acalenta com muito amor: a produção das agendas e demais conteúdos que compõem o programa Sementes de Comunhão e a realização dos seminários Encontros de Comunhão, com temas de interesse direto das lideranças evangélicas.

Com essas e outras ações que ainda virão, a revista planeja continuar por muito tempo a caminhar junto com seus leitores rumo à construção de um futuro melhor para todos – crentes ou não – e trabalha para manter-se como leitura de qualidade, constituindo-se em uma alternativa saudável de entretenimento e informação para adultos e jovens de todo o Brasil.