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sábado, 15 junho 2024

Comunhão Debate: relacionamentos interpessoais em período eleitoral

O Comunhão Debate abordou um tema que está mexendo com o relacionamento entre membros da igreja, familiares e amigos em período de campanha eleitoral, especialmente no segundo turno.

Por Lilia Barros

Até que ponto vale a pena sacrificar a comunhão em nome de um posicionamento político?
Por outro lado, se cabe à igreja de Cristo confrontar pautas contrárias aos princípios bíblicos, como abrir mão disso só para agradar um irmão da igreja ou um familiar?

Esses e outros questionamentos foram debatidos pelos nossos convidados, os pastores Paulo Eduardo, da Primeira Igreja Batista de São Paulo; Maurício Fragale, da Nova Igreja, no Rio de Janeiro e Marinelshington Silva, da Assembleia de Deus, no Espírito Santo.

Pastor Maurício Fragale
“A igreja brasileira tem tido um posicionamento estranho e negativo porque começou a fazer aquilo que não devia, que é misturar o profético com o secular. No Antigo Testamento, reis e profetas nunca ocupavam a posição um do outro, a do profeta era de confronto quando um rei tentava conduzir o povo para longe da vontade de Deus.
Se a igreja progredir para se tornar uma maioria no Brasil, é provável que tenha força para definir a pauta política nacional dentro de uma certa medida, mas temos que governar para todos e não só para igreja”

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Pastor Paulo Eduardo
“É inevitável que haja prejuízo no relacionamento porque não podemos sacrificar nossos princípios. A função profética da igreja é protestar mas também a de se posicionar. No momento em que estamos vivendo a igreja não deve se posicionar contra partidos e candidatos e sim contra violações gravíssimas como exemplo qualquer proposta que ensine a ideologia de gênero. Nesse caso eu falo: não votem! É um absurdo a legalização do aborto; é uma violação propondo assassinato de seres humanos. Temos nitidamente na igreja pessoas que colocam a sua posição ideológica acima da  fé e isso acaba gerando conflitos entre irmãos. Devemos moderar com amor mas sem perder o viés profético contra o que não condiz com a fé cristã. João Batista perdeu a cabeça, foi degolado mas sem receio chamou o rei Herodes de raposo”.

Pastor Marineshiton da Silva
“Não existe negociação com as pautas pecaminosas que propõem alguns defensores de práticas que um cristão deveria recusar. Fomos enganados pela esquerda e por aquilo que ela defende. Não podemos nos aliançar com essas pautas e a igreja precisa se posicionar contra tudo que tentam fazer contra a família e a igreja. Sobre desagradar pessoas em nome da verdade que defendemos, não considero isso algo nocivo, entendo que muitas vezes é algo depurador. Muitos estão na igreja servindo mas em aliança com a erotização de crianças, com o aborto. Não devemos fazer politicagem mas a política em si é a arte do bem governar. Eu creio que Deus permite que façamos política boa, que faça o bem a todos”

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