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segunda-feira, 15 abril 2024

Complexo de médicos missionários sofre ataque no Haiti

Foto: Reprodução/Live Beyond

“Nosso pessoal da segurança repeliu o ataque, então ninguém ficou ferido. É um perigo constante”

Por Patricia Scott 

Em meio a uma crise generalizada, um complexo médico de uma missão foi atacado por homens armados no Haiti. O país caribenho está assolado em uma onda de violência desencadeada por gangues.

Cerca de 10 criminosos tentaram invadir a base do ministério LiveBeyond, na última semana. O espaço está localizado a aproximadamente 32 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

“Nosso pessoal da segurança repeliu o ataque, então ninguém ficou ferido. É um perigo constante”, revelou Vanderpool, médico cofundador da LiveBeyond, acrescentando que “foram só oito ou 10 homens que vieram e começaram a atirar no portão, tentando entrar, que conseguimos repelir. Então isso não se tornou um problema”.

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Na visão do médico, provavelmente, os criminosos tinham o objetivo de roubar comida e suprimentos para vender, além de sequestrar os missionários em troca de resgate. “É um dos lugares mais perigosos do mundo neste momento. Isso realmente exige algum tipo de intervenção. Tem que haver alguma intervenção internacional”, detalhou Vanderpoool.

O médico pediu que os cristãos ao redor do mundo clamem ao Senhor pela situação do Haiti. “Queremos realmente que as pessoas orem, porque o povo está sob uma enorme pressão. Mil civis morreram em janeiro”. Ele acrescentou: “Defendemos os pobres e as pessoas a quem servimos que são os mais vulneráveis e são eles que sofrem mais”.

No Haiti, o ministério LiveBeyond oferece atendimento médico aos mais pobres. No hospital, trabalha uma equipe de 120 funcionários, atendendo 20 mil pacientes por mês, ultrapassando a capacidade máxima. A missão também tem uma escola e uma igreja, que servem à população.

No país, o controle de grupos armados também dificulta o trabalho diário da igreja e de missões. Assim, nos últimos anos, missionários estrangeiros e líderes locais se tornaram alvos de sequestros.

Crise haitiana

Nas últimas semanas, os haitianos têm enfrentado uma onde de violência. Gangues armadas, inclusive, invadirem duas prisões. Quase quatro mil presos foram libertados, no início de março.

Estima-se que os criminosos já controlam 80% da capital. O governo decretou estado de emergência na cidade, conforme o PBS News Hour.

Relatório da Iniciativa Global Contra o Crime Organizado Transnacional, divulgado em fevereiro, revela que as gangues haitianas são abastecidas com armamento estilo militar. Elas ganham 25 milhões de dólares ao ano através de resgate de sequestros. A organização revelou também que há evidências de que gangues estão matando pessoas para o tráfico de órgãos, deixando os cadáveres nas ruas.

O aumento da violência armada em diversas áreas do Haiti está levando as crianças à “beira do abismo”, com risco elevado de aumento da crise de subnutrição no país. O alerta foi feito, na última terça-feira (26), pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). As análises mais recentes da Classificação Integrada de Fase de Segurança Alimentar (IPC) estimam um aumento alarmante de 19% no número de crianças que sofrem de desnutrição aguda grave no Haiti, em 2024.

Cabe destacar que o país vive um caos desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em julho de 2021. A capital, Porto Príncipe, está tomada por gangues. Com informações Baptist Press

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