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quinta-feira, 11 agosto 2022

Como compartilhar a fé e transformar culturas

Cultura Brasil
"Os cristãos deveriam mudar a cultura brasileira do pecado e não proteger-la." - Isac.S.Reis. Foto: Unsplash

“Cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido”

Por Marlon Max

Em cada período de tempo e contexto histórico durante o qual foi compartilhado, o evangelho confrontou a cultura de uma forma ou de outra. Durante os anos do ministério de Cristo, a verdade do evangelho desafiou os maus tratos aos pobres. E séculos depois, durante a Reforma, o evangelho levou Martinho Lutero a condenar a venda de indulgências. Mais recentemente, no final dos anos 1700, o evangelho inspirou William Wilberforce a abolir o comércio de escravos. Em todo contexto que o cristianismo está atualmente envolvido, existe algo que confronta diretamente os princípios ensinados por Cristo.

A mensagem do amor redentor de Cristo e do presente gratuito de perdão para todos tem sido a força por trás de séculos de mudança social. Os cristãos que entendem as implicações deste evangelho não podem deixar de encontrar maneiras de aplicar seus princípios à medida que vivem e trabalham na sociedade secular.

Para o teólogo e pastor Ed Stetzer, a forma como se alcança mudanças na sociedade, é produzindo impacto na cultura. O teólogo defende que o cristão mantenha sempre uma visão crítica sobre tudo que integra a sociedade na qual está inserido.

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Foto: unsplash

“Por razões óbvias, o engajamento cultural traz consigo desafios e complicações únicas. Muitos querem atacar, falar profeticamente, criticar abertamente e então esperar que ocorram mudanças significativas. Mas, à medida que os cristãos trabalham para identificar questões de interesse nas comunidades — seja a nossa ou as de outros lugares, uma postura de respeito torna-se crítica”, explica.

Embora a prioridade seja manifestar o reino de Deus, a postura crítica do cristão não deve ser desrespeitosa e acompanhada de insultos aos que pensam de forma contrária, mas demonstrando o caráter de Cristo por meio do bom testemunho. “Em última análise, não se trata de forçar os outros a um acordo ou ‘ganhar’ um debate. É sobre compartilhar a mensagem de esperança que temos e confiar que Deus mudará corações e mentes”, aponta Stetzer

Quando nos encontramos conversando com indivíduos de outras culturas, particularmente, aqueles que não concordam conosco em questões espirituais ou doutrinárias, é preciso resistir à tentação de se apresentar uma suposta superioridade. Para Ed Stetzer, “uma atitude de superioridade e condescendência rapidamente obscurece nosso testemunho e impede que outros recebam nossa mensagem. Às vezes a maneira mais eficaz de compartilhar é de boca fechada”, alerta.

O pastor relembra o contexto histórico no qual o apóstolo Paulo estava pregando o evangelho e analisa como sua estratégia foi frutífera naquela cultura. “Quando Paulo visitou Atenas em Atos 17, sabemos que ele passou muito tempo raciocinando com judeus, gregos e filósofos. Mas, ele não fez isso sem primeiro obter algum contexto; ele buscou compreender a cultura dessas pessoas antes de entrar na conversa. Nós o vemos comentar sobre as observações da religiosidade dos atenienses e olhou cuidadosamente para seus objetos de adoração, lendo suas inscrições e considerando suas filosofias, como está escrito em Atos 17:23”, examina o teólogo.

Se desejamos pregar o evangelho em todos os lugares, devemos aprender a mostrar as maneiras como a mensagem fala a eles especificamente. Como isso preenche o espaço vazio em seu coração. Como isso desafia suas noções preconcebidas do divino e como Cristo pode transformar vidas.

“O evangelho é poderoso, mas também a maneira como o transmitimos às pessoas faz grande diferença. Vamos aprender a compartilhá-lo com compreensão, por meio de relacionamentos e tornando a mensagem compreensível”, diz Ed Stetzer.

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