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sábado, 22 junho 2024

Como viver uma vida em Cristo em meio aos enganos do século

Foto: Reprodução site Vem e Vamos

Conheça o novo livro “Já não sou eu quem vive”, da teóloga Dani Cadore, sobre ter uma verdadeira vida em Jesus

Por Carolina Leão

O livro “Já não sou eu quem vive” foi lançado no dia 11 de abril, escrito por Danielli Cadore, teóloga, escritora e fundadora do projeto de conteúdos teológicos “Vem e Vamos”. A narrativa propõe que a única vida que vale a pena ser vivida é quando o homem não vive para si, mas para a glória de Deus, renunciando a vida baseada nas próprias vontades.

A literatura propõe um novo caminho diante dos desafios do cristão neste século: busca excessiva por produtividade, a comparação, desejo desenfreado por aprovação humana, as distrações terrenas e as redes sociais, a padronização da sociedade, entre outros problemas.

Esse é o primeiro livro publicado pela autora. Danielli Cadore é formada em Teologia pela Faculdade Batista Pioneira, também tenho especialização em Teologia Sistemática pela FABAPAR. Ela falou com exclusividade à Comunhão sobre a temática do livro e a iniciativa de escrever sobre o assunto. Confira:

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Como foi a sua experiência de se despertar para ter uma vida em Cristo? 
Conheci a Jesus com 11 anos de idade, eu estava passando por um luto e sofria de uma grande depressão. Um dia, em uma conversa com um pastor, ele me apresentou o plano de salvação e orou por mim. Nesse dia a escuridão que eu vivia se dissipou. Jesus me encontrou, curou e salvou. Desde então sou sua seguidora e caminho por essa terra buscando ser uma oferta agradável ao meu Senhor e Salvador.

O que motivou a escrita do livro?
Dani Cadore: Reconhecer que muitos conhecem a Deus e o amam, mas vivem presos ao jugo escravizador desde século. Amam a Jesus, mas continuam acorrentados ao desejo de produtividade extrema, de admiração, de atenção, de grandiosidade, de aparência… Diante disso o desejo de compartilhar a verdade de que o mesmo Cristo que nos liberta dos nossos pecados, também nos liberta das prisões terrenas surgiu em meu coração. Apontando para a benção que é morrer para nós mesmos e desfrutar da vida em Jesus.

O que significa a expressão “já não sou eu quem vive”?
“Sine qua non” é uma expressão latina que significa “sem a qual não”. Ela é usada para se referir a algo que não pode ser emitido ou anulado. “Já não vivo mais por mim” é a condição “sine qua non” da vida nova em Cristo. Isso significa que sem morrer para si, ninguém experimentará da vida em Cristo, tampouco de uma nova moralidade que somente pode ser vivida em Cristo.
Procuramos em tantos lugares respostas para as nossas angústias e esquecemos do “sine qua non” da vida cristã, onde sem a morte do “eu”, não desfrutaremos da nova vida em Cristo. O homem que conhece a Cristo, mas não morre para que Cristo viva, torna-se um amontoado de informações, amores e fragmentos. Vive na corda bamba, tentando conciliar o reino de Deus com o reino do “eu”. Mas, como sabemos, isso não é possível.

Como pode ser contextualizada a presença bíblica dessa temática?
Em Gálatas 2:20-21 Paulo escreve sobre isso, o título do livro é um recorde dessa passagem e todo o livro é construído em torno dela. Inicialmente me dedico a auxiliar o leitor a identificar as prisões terrenas que o prendem, feito isso aponto para uma maneira Bíblica de seguir a Cristo, onde ao viver o discipulado encontramos vida verdadeira. Isto é, ao morrer para nós mesmos encontramos vida em Jesus.

Como se aplica a expressão “verdadeira vida” (encontrando verdadeira vida em Cristo) no contexto do livro?
Qualquer vida cristã que não comece e termine com as palavras de Paulo, “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim”, é uma mentira e acabará em ruínas. Mas todos aqueles que morrem para si e experimentam o viver de Cristo, experimentarão a glória vindoura. E essa é a verdadeira vida, indo além, morrer para si mesmo é a única vida que vale ser vivida.

Algum aspecto do cenário evangélico atual motivou a temática? Se sim, quais?
O meu trabalho com o ensino do Evangelho na internet me permitiu reconhecer grande parte das aflições que homens e mulheres cristãos sofrem na atualidade. A comparação, o desejo por produtividade excessiva, o consumo incessante de distrações, o desejo por aprovação, uma identidade fragmentada…diante desses temas que afetam inúmeros cristãos fui motivada a escrever apontando um novo caminho.

Como viver uma vida em Cristo em meio aos enganos do século
Foto: Divulgação

Qual o público alvo do livro?
Para cada pessoa que precisa ser lembrada do amor de Cristo, há outra que precisa ser desperta dos enganos aos quais vive presa. Ao longo das páginas do livro desejo  falar ao coração de ambas, lançando luz sobre os enganos do século vigente, e apontando para uma maneira bíblica de viver como discípulos de Jesus.

Mensagem aos leitores:
Querido futuro leitor, “Já não sou eu quem vive” foi um livro escrito com amor, vulnerabilidade e temor ao Senhor. Ele é fundamentado em preceitos bíblicos e teológicos, mas também contém relatos pessoais. Escrevo sobre assuntos difíceis e confrontadores, mas sem esquecer que sem amor nós nada somos. Tenho convicção que você será confrontado ao longo da leitura, te convidarei a olhar para os cantos escuros da sua vida, mas te lembrarei da luz de Cristo que nos permite viver como discípulos amados.

 

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