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quinta-feira, 12 DE fevereiro DE 2026
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Como proteger os filhos das drogas e outros vícios

O papel dos pais na comunicação e proximidade é essencial para a prevenção do contato com as drogas

Por Patricia Esteves

O uso de drogas e outros vícios entre jovens é uma preocupação crescente nas famílias, especialmente em um mundo cada vez mais conectado e dominado pela tecnologia, com joguinhos e atrações viciantes. Redes sociais, influenciadores e ambientes escolares frequentemente apresentam riscos, ao expor crianças e adolescentes a influências negativas. No entanto, a raiz do problema pode estar mais próxima do que se imagina: o afastamento emocional entre pais e filhos, que muitas vezes começa dentro de casa.

“Quando nós não educamos, as redes sociais e os influencers ensinam, e ensinam praticamente tudo errado”, alerta Pedro Gonçalves, presidente e professor da Federação Nacional dos Profissionais que Tratam Alcoolismo e Outras Drogas (Fenapad), ao ressaltar que o afastamento dos pais tem sérias consequências sobre o desenvolvimento dos filhos.

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Assim como com as drogas, o vício em tecnologia também tem um impacto profundo no corpo humano, impulsionado por reações químicas. Quando um indivíduo experimenta uma vitória, como ao ganhar uma aposta ou superar um desafio de jogo online, o cérebro libera substâncias como dopamina, serotonina e endorfina, criando uma sensação intensa de prazer. Pedro observa: “O próprio corpo induz o indivíduo a repetir o ciclo, porque ele está em busca dessa descarga eletroquímica prazerosa”. A busca incessante por essa gratificação instantânea pode levar a consequências graves.

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No caso dos jogos de apostas, sem o autocontrole necessário, a pessoa pode acabar se desfazendo de bens valiosos na tentativa de sustentar o vício. “Ela gasta tudo o que tem. Vende celular, relógio, até mesmo casas e motos”, alerta Pedro, enfatizando a necessidade de reconhecer e controlar esses impulsos a tempo. O reconhecimento desse padrão é crucial para evitar os danos que a dependência pode causar ao indivíduo e às suas relações. As consequências do vício em jogos, como o “jogo do tigrinho” e as bets, têm repercutido nacionalmente, especialmente depois que foi noticiado que beneficiários do Bolsa Família, programa destinado a pessoas carentes, estão gastando parte do dinheiro nesse vício.

Acolher, mas também vigiar

A criação de um ambiente familiar saudável, com afeto, diálogo e proximidade, é o primeiro passo para evitar que os jovens busquem conforto em caminhos perigosos. Pedro explica: “Estarmos próximos dos nossos filhos, no sentido de afeto, de contato, participação na vida, faz toda a diferença para uma criança ou adolescente prestes a enveredar por esse caminho”. O tempo de qualidade, como se sentar à mesa juntos ou reservar um dia para atividades familiares, reforça laços importantes que podem ser decisivos em momentos de tentação.

Como proteger os filhos das drogas e outros vícios
Pedro ensina que ser afetuoso, presente e vigilante na vida dos filhos é a maneira mais eficaz de prevenir vícios em drogas e outros, como em jogos – Foto: Arquivo Pessoal

Mas o desafio vai além do ambiente familiar. Mesmo com uma educação sólida e afeto em casa, os jovens estão sujeitos à pressão de grupos externos, principalmente na escola. “Os pais têm que ficar sempre a par de quem são esses amigos. Isso também faz diferença na prevenção”, afirma Pedro. Ele reforça que os pais precisam monitorar com quem seus filhos convivem e quais influências estão presentes no ambiente social deles.

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Se a prevenção não for suficiente e o jovem já experimentou ou abusou de substâncias, ou ainda se está viciado em jogos, é necessário buscar ajuda especializada. Pedro reconhece a importância de profissionais no processo de recuperação e treina pessoas para atuarem na área. Nesse momento, o papel dos pais continua sendo essencial, tanto no apoio emocional quanto na tomada de decisões informadas sobre o tratamento adequado.

O caminho mais seguro, no entanto, é sempre a prevenção. Estar presente, acompanhar a vida dos filhos e criar um ambiente de amor e diálogo aberto são os passos mais eficazes para protegê-los. E, como afirma Pedro, “a melhor escolha é a prevenção”. Afinal, quando os pais estão por perto, oferecendo suporte e carinho, as chances de os jovens buscarem soluções destrutivas diminuem significativamente.

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