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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Como os pais devem lidar com a birra infantil?

Foto: Reprodução

Nessas horas, é preciso agir com  paciência e acolhimento, afinal, este é um comportamento normal até os seis anos

Por Patricia Scott

Não é raro, na infância, a criança se jogar no chão, arremessar objetos, gritar sem parar. A situação gera desconforto nos pais, que têm ainda que lidar com os olhares de reprovação das pessoas que presencial a cena. Além disso, muitos não sabem como proceder diante da birra do pequeno.

Segundo o psicólogo parental Filipe Colombini, as birras infantis são comportamentos comuns na primeira infância, período que vai do nascimento até os cinco ou seis anos. “Elas se resumem a explosões emocionais, que surgem em função da falta de regulação emocional das crianças, já que, durante a infância, algumas áreas do cérebro ainda estão em desenvolvimento”, enfatiza. 

Sendo assim, a birra é a forma que a criança encontra para externalizar sentimentos e sensações, diz Filipe. “Nestas horas, os adultos devem agir com paciência e acolhimento, afinal, este é um comportamento normal nesta fase”, pontua o CEO da Equipe AT.

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Paciência e tempo

Por isso, Filipe destaca que a melhor forma de manejar as birras é acolhendo os sentimentos da criança, além de validar suas emoções. “O pequeno precisa ter a segurança de saber que pode contar com seus pais e cuidadores”, comenta o psicólogo e acrescenta: “Nestas situações, a falta de paciência dos responsáveis pode piorar a tensão”.

Então, o especialista indica que os pais ajudem as crianças a darem nome às emoções, orientando-a a diferenciar tristeza de alegria, por exemplo, é uma estratégia eficaz. Além disso, o Filipe também destaca a importância de estabelecer uma rotina com a criança, o que é fundamental para evitar situações que possam provocar angústia ou ansiedade.

“Vale lembrar que a educação emocional demanda paciência e tempo, não acontece da noite para o dia”, observa Colombini, que enfatiza: “É um exercício contínuo e diário”.

Influência do ambiente

Por outro lado, Filipe expõe que quando a abordagem foca na criança, automaticamente o olhar deve se voltar para os pais. Isto porque na ocorrência de birras é importante os adultos estarem cientes de que a culpa não é da criança. Isto porque “o ambiente e as habilidades parentais influenciam a rotina do pequeno”.

Dessa forma, Colombini pondera que os pais precisam fazer uma imersão nos ambientes, aos quais o filho está envolvido, assumindo protagonismo na busca por recursos. “Acima de tudo, as soluções para as birras devem ser desenvolvidas em família, para que sejam realmente efetivas”.

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