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domingo, 24 outubro 2021

Como não perder o ‘primeiro amor’

“O segredo de não nos afastarmos do Senhor nem perdermos a alegria inicial é o desenvolvimento da profundidade em nossa vida espiritual”

Por Marlon Max

Quem nunca ouviu a expressão “voltar ao primeiro amor”? Essa é a vontade de diversos cristãos que já caminham com Deus há vários anos e, que de alguma forma, perderam o fervor ou conexão o Deus na medida que o tempo foi passando. O primeiro amor é conhecido por ser uma fase de muita paixão e devoção à Jesus. Mas o que causa essa ruptura entre o “primeiro amor” e o evangelho que se vive depois disso?

Segundo o pastor Luciano Subirá, a perda do primeiro amor não é apenas um “relaxamento” ou falta de diligência com as coisas de Deus, mas é a perca de disciplina com o reino de Deus.

“A mensagem de Jesus na Carta à Igreja de Éfeso, a perda do primeiro amor não é apenas uma questão de “relaxarmos” no trabalho de Deus, pois o Senhor lhes disse: Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança (Ap 2.2a). A palavra grega traduzida como “labor” é “kopos”,  significa: “intenso trabalho unido a aborrecimento e fadiga”. Este tipo de labor seguido de perseverança, por parte dos efésios, não nos permite concluirmos que eles tenham demonstrado alguma queda de produtividade no serviço ao Senhor”, esclarece.

Ou seja, não se trata de uma rotina extremamente ocupada e ativa, mas um chamado a permanecer em intimidade com Deus, é ser zeloso e busca uma vida de retidão e abominar o pecado.

“A perda do primeiro amor é uma queda, é chamada de pecado, e necessita arrependimento. Há muitos crentes que continuam se dedicando ao trabalho do Senhor, mas perderam a paixão. Fazem o que fazem por hábito, por rotina, por medo, pelo galardão, por quaisquer outros motivos, os quais, acompanhados daquele primeiro amor intenso, fariam sentido, mas sozinhos não”, explica.

Pastor-Luciano-Subirá
Foto: reprodução

De acordo com Subirá, o primeiro amor é marcado por uma paixão ardente, uma busca incessante por mais de Deus e por dedicação continua para não pecar e se manter vinculado à vontade do Pai.

“O primeiro amor é como um fogo. Se colocamos lenha, ele fica mais inflamado. Contudo, se jogamos água, ele se apaga! Falhamos por não alimentarmos o fogo e por permitirmos que outras coisas o apaguem. Muitas coisas contribuem para que o nosso amor pelo Senhor perca a sua intensidade. Se quisermos nos prevenir e evitar esta perda, ou se quisermos uma restauração, depois que perdemos este amor, precisaremos entender estes aspectos e a maneira como eles nos afetam”, frisa.

O pastor destaca que é preciso romper com a vida pecaminosa, isto é, quando o pecado é um hábito. Ao mesmo tempo, ó cristão precisa sair da superficialidade e buscar profundidade no relacionamento com Deus, gastar horas em oração e adoração. E por fim, evitar as distrações, mantendo os olhos fitos no céu. O primeiro amor é o início de uma obra muito linda, conta Subirá, mas a vontade Deus é que seus filhos amadureçam com o mesmo fervor, paixão e devoção que um dia os alcançou

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