back to top
27.9 C
Vitória
sábado, 22 junho 2024

Como manter a fé viva diante das perseguições

A expressão “não temas” é encontrada 365 vezes na Bíblia, e devemos levá-la a sério. O Senhor quer que confiemos nEle

A fé é de suprema importância para a vida de qualquer ser humano. Ela é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem (Hb 11.1). Sem ela, é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Por isso, os discípulos pediram a Jesus: “Aumenta-nos a fé”(Lc 17.5).

Ainda assim, nossa confiança em Deus pode ser abalada quando nos vemos diante de perseguições. A fé é como uma chama, e o sopro das adversidades quer, muitas vezes, apagá-la. Não são poucos os que, nos momentos de luta, abandonam a fé. Mas é exatamente nessas horas que é mais necessário conservá-la.

Como podemos manter a fé viva diante das perseguições? Há uma passagem bíblica que responde a essa pergunta. Em Apocalipse 1.9-18, vamos encontrar o apóstolo João exilado na ilha de Patmos, vítima da perseguição que os romanos moviam contra os cristãos.

O texto nos apresenta pelo menos três verdades que precisamos ter claras em nossas mentes:

- Continua após a publicidade -
  • A perseguição é uma realidade: João disse que se achava exilado por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Ele nada havia feito de errado. Era oprimido por causa da sua fé. E aquilo que acontecia com o apóstolo acontece, muitas vezes, conosco. No mundo teremos aflições (Jo 16.33). Importa que por muitas tribulações entremos no reino dos céus (At 14.22). Todos os que quiserem viver piedosamente em Cristo sofrerão perseguições (2 Tm 3.12). É com dificuldade que o justo se salva (1 Pe 4.18).
  • As perseguições trazem dor e sofrimento. Enchem de preocupações os nossos dias, e de lágrimas, as nossas noites. Mas elas também nos colocam em boa companhia. João disse que era companheiro nosso na aflição, no reino e na perseverança em Jesus. O que identifica o cristão não é um crachá nem um uniforme. São as perseguições. “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa”, afirmou Jesus. “Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós” (Mt 5.11,12).
  • O livramento é uma promessa: do que precisamos, quando nos deparamos com perseguições? De uma saída, de uma providência, de um recurso? Não! Antes de mais nada, precisamos de uma visão da glória de Deus! Foi isso o que Jesus proporcionou ao apóstolo, quando ele se achava em Patmos. João teve uma visão do Filho do Homem, aquele que vive e reina para todo o sempre. E cada detalhe dessa visão apontava para um atributo de Cristo.
  • Jesus se apresentou vestindo uma roupa talar e um cinto de ouro, porque ele é o sacerdote que intercede por nós. A cabeça e os cabelos brancos como a lã destacavam a sua santidade, e os olhos, como chamas de fogo, a sua onisciência. Os pés como de latão reluzente eram os mesmos que haviam esmagado a Satanás, e a voz como de muitas águas era a mesma que havia chamado o universo à existência. A espada que saía da sua boca lembrava o poder da sua Palavra, e o seu rosto, brilhante como o sol, destacava a sua glória. Tendo uma visão assim do nosso Salvador, o que temos a recear? O livramento é garantido! A vitória é certa!
  • A confiança é uma condição: qual deve ser a resposta do ser humano à manifestação da glória de Deus? João escreveu que caiu aos pés de Cristo, o que nos lembra que são necessários quebrantamento, reverência e adoração. Mas Jesus lhe disse que não tivesse medo, o que revela que é preciso, também, confiança. A expressão “não temas” é encontrada 365 vezes na Bíblia, e devemos levá-la a sério. O Senhor quer que confiemos nele. Deseja que lhe entreguemos o nosso caso, a nossa causa, a nossa vida.
  • Em tempos de perseguição, temos que manter os olhos fitos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2). Só isso impedirá que a chama espiritual se apague. Cristo é o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último. Ele é aquele que foi morto, mas está vivo pelos séculos e tem as chaves da morte e do hades. Ele tem poder para livrar. Ele tem poder para salvar. Se estivermos em Cristo, seremos mais que vencedores.
  • O que aprendemos com a história do apóstolo João? Que mais importante do que onde estamos e como estamos é com quem estamos! O preço do discipulado pode ser alto, mas a recompensa é muito maior. Vivemos experiências com Deus, escutamos a voz dEle, contemplamos Sua face e desfrutamos da Sua vitória. E tudo isso acontece mesmo em meio a perigos, lutas, injustiças e calúnias. Olhemos para Jesus e mantenhamos a fé viva diante das perseguições.

Marcelo Aguiar é pastor da Igreja Batista em Mata da Praia, em Vitória, Espírito Santo. É formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Pela Mundo Cristão, publicou as obras O espinho na carne e a graça de Deus e Quando nossa fé é provada.

Mais Artigos

- Publicidade -

Comunhão Digital

Continua após a publicidade

Fique por dentro

RÁDIO COMUNHÃO

Entrevistas