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Como lidar com as pirraças e outros desafios do comportamento infantil

Entender o que está por trás das birras em sala de aula é o primeiro passo para corrigi-las com empatia, firmeza e valores cristãos

Por Patrícia Esteves

Quando uma criança se descontrola na escola, com gritos, choros, recusas e até agressividade, o impacto vai além da sala de aula. Isso atinge colegas, professores e, claro, pais que muitas vezes não sabem por onde começar a corrigir o comportamento. A verdade é que a famosa pirraça, ainda que comum nos primeiros anos da infância, carrega mensagens importantes que precisam ser lidas com atenção.

Mais do que um ato de desobediência, ela pode sinalizar carências emocionais, inseguranças ou até problemas de comunicação. O desafio está em interpretar esses sinais e agir com firmeza, paciência e amor.

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O que está por trás da pirraça?

Segundo Mônica Ferreira Lessa Romão, psicanalista clínica e pedagoga, membro da Igreja Evangélica Vida Nova, os comportamentos mais comuns de pirraça no ambiente escolar incluem “choros, gritos, recusas em obedecer, agressividades, birras”. Mas, por trás disso, as causas podem ser diversas. “Somos seres biopsicossociais”, explica ela, indicando que fatores biológicos, emocionais e sociais se entrelaçam. “Falta de sono eficiente, má alimentação, necessidade de afeto, de reconhecimento, de se sentir amado, ouvido, compreendido e pertencente ao grupo escolar” são algumas das raízes possíveis.

Cris Poli, pedagoga e coordenadora da Escola do Futuro Brasil, aponta que boa parte das birras se origina nos momentos de socialização entre os colegas. “Geralmente acontecem por questões entre as próprias crianças, especialmente nos horários de intervalo, quando jogam, competem e enfrentam diferenças nos relacionamentos”, detalha.

Como lidar com as pirraças e outros desafios do comportamento infantil
Mônica Romão alerta que, se a pirraça for persistente, mesmo depois do acolhimento, provavelmente há outras causas que precisam ser investigadas – Foto: Arquivo Pessoal

Pirraça ou necessidade emocional?

Nem toda birra é o que parece, pois muitas vezes, o comportamento desafiador esconde uma tentativa da criança de expressar emoções que ainda não sabe nomear. “A pirraça faz parte da atitude de algumas crianças enquanto ela não tem a maturidade de entender limites”, afirma Mônica. Ela recomenda que os educadores observem a frequência e o contexto dos episódios. “Se a pirraça se manifestar de forma persistente, mesmo depois da explicação e acolhimento, provavelmente há uma causa emocional, necessidades afetivas não atendidas, medo, ansiedade, insegurança ou vivências traumáticas”, explica.

Cris Poli complementa que “os educadores estão com as crianças em tempo integral, especialmente no Ensino Fundamental I, e conhecem bem cada aluno. Por isso, não é difícil identificar quando se trata de uma pirraça ou de uma necessidade emocional”. O olhar atento é essencial para garantir uma resposta pedagógica adequada e sensível.

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Corrigir sem castigar

Diante de uma crise de birra, o instinto pode ser aplicar uma punição. Mas as especialistas alertam que disciplina não é sinônimo de castigo. “A primeira atitude diante de uma birra é compreender o que está acontecendo”, ensina Cris. “É essencial acalmar a criança e conversar com ela de forma carinhosa, porém firme, pois o objetivo é ajudá-la a superar uma dificuldade, e não a punir de forma aleatória”, afirma a eterna “Supernanny”.

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Mônica sugere estratégias práticas e afetuosas. “Manter a calma, abaixar-se à altura da criança e validar seus sentimentos”, segundo ela pode fazer toda a diferença. Frases como “eu vejo que você está chateada com essa situação, compreendo o que você está sentindo” ajudam a criança a se sentir acolhida. E ensina mais, é bom oferecer alternativas, explicar o motivo de uma negativa e reforçar comportamentos positivos também colaboram com o desenvolvimento da autorregulação emocional e da autonomia infantil.

Escola e família juntas

Corrigir um comportamento de forma eficaz exige uma abordagem consistente. Isso só acontece quando escola e família falam a mesma língua. Para Cris Poli, essa parceria é indispensável. “A parceria entre escola e família é fundamental para uma educação eficaz, com aprendizados que permanecem para toda a vida. Essa união transmite segurança às crianças, fazendo com que elas se sintam cuidadas e amadas”, ensina a coordenadora da Escola do Futuro Brasil.

Mônica vai além ao propor ações práticas, como “trocas de informações e necessidades da criança, reuniões, palestras sobre assuntos pontuais”. Para ela, essa construção mútua é indispensável. “Será que essa criança está com alguma necessidade não atendida?”, questiona.

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Como lidar com as pirraças e outros desafios do comportamento infantil
A parceria entre escola e família é a orientação fundamental da pedagoga Cris Poli – Foto: Arquivo Pessoal

O papel dos valores cristãos

A educação não é apenas técnica, ela é, antes de tudo, relacional e moral. E a abordagem cristã, ao contrário do que muitos imaginam, não significa rigidez extrema, mas sim amor com limites. “A abordagem cristã oferece amplo fundamento para lidar com as pirraças”, afirma Mônica. “A correção deve ser feita com amor e com o objetivo de edificar, e não de humilhar. A disciplina, nesse sentido, precisa ser vista como um processo de ensino e crescimento, longo e progressivo”.

“A educação cristã é a chave para a formação integral de nossas crianças, baseada no modelo apresentado pela Bíblia, tendo Jesus como nosso maior referencial”, afirma Cris Poli, dizendo que os princípios bíblicos aplicados na rotina são fundamentais, pois educar é plantar sementes com paciência, disciplina, diálogo e fé confiando que os frutos virão.

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