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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Como influenciar positivamente as próximas gerações

Billy Graham diz que “Temos o grande privilégio de preparar o caminho para aqueles que ainda são expectadores”

Por Joarês Mendes de Freitas

A igreja está perdendo a sua juventude. Pesquisa do Barna Group nos EUA indica que 70% dos jovens abandonam a igreja entre 18 e 22 anos. No Brasil, os jovens entre 16 e 24 anos estão deixando a fé dos seus pais (Sepal). Isso não é coisa de agora. Em Juízes 2, após a morte de Josué e dos seus contemporâneos, a geração seguinte se afastou totalmente de Deus (v.10).

O Salmo 78 trata de uma cadeia de influência geracional onde os pais, influenciados pelos antepassados, passam instrução aos filhos e, estes, para os netos, unindo 4 gerações. Billy Graham diz que “Temos o grande privilégio de preparar o caminho para aqueles que ainda são expectadores. Influenciar as próximas gerações pode ser uma das coisas mais importantes que fazemos na vida” (A caminho de casa, p.123).

Como influenciar as gerações que virão depois de nós?

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Sendo um intercessor 

O recurso mais eficaz para exercer influência sobre alguém é a intercessão. Deus salvou Ló da destruição pela súplica do tio Abraão (Gênesis 18). Jó oferecia sacrifícios em favor dos seus filhos (Jó 1.4-5). No livro Orando por sua família, Sammy Tippit diz que o maior legado que alguém pode deixar é o legado da oração (p.117).

Mônica, a mãe de Agostinho, orou por 33 anos pela conversão do filho, e ele se tornou um dos maiores teólogos de todos os tempos. Sobre ela alguém disse: “É impossível que se perca o filho de tantas lágrimas”.

Sendo um bom exemplo

O mundo carece de referências, exemplos de integridade, de piedade, cuja conduta seja digna de imitação. O texto de Deuteronômio 6.4-9 ordena aos pais que, antes de ensinar a lei aos seus filhos, eles deveriam praticá-la. Precisavam dar o exemplo.

Sammy Tippit diz que “Seus pais aprenderam a tomar decisões que forjaram o futuro dos seus filhos” (op cit, p.116). Os mais jovens precisam ver em nós exemplo de integridade, de honra e de vida com Deus.

Sendo um encorajador

Vivemos em um mundo negativo. Há uma onda de pessimismo e descrença. A mídia dá grande destaque às notícias ruins, tragédias e crimes. Esse contexto requer encorajadores, motivadores. Billy Graham diz: “As gerações mais velhas deveriam buscar formas de encorajar os mais jovens, pois eles estão sendo constantemente bombardeados por maus ensinamentos, exemplos ruins e pressões” (op cit, p.120).

Sendo um orientador 

O inglês William Shakespeare disse: “Eu aprendi que a melhor sala de aula está aos pés das pessoas mais idosas.” Nós somos como os atletas que se tornam técnicos e passam a sua experiência para os que estão iniciando. Jerry e Mary White acertam ao dizer que “Aprendemos do passado, mas não vivemos no passado” (O cristão na meia idade, p.266).

Noutros tempos, a maior influência vinha da família. Hoje, com o advento da internet, em especial das redes sociais, isso não é mais assim. Esse fato requer um grande esforço para se contrapor às influências negativas. Sammy Tippit diz: “O que recebemos do ontem e a forma como agimos hoje resultam em um legado para amanhã” (op cit, p.116).

Joarês Mendes de Freitas é pastor emérito da Primeira Igreja Batista em Jardim Camburi, Vitória, ES.

 

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