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terça-feira, 28 setembro 2021

Como defender sua fé

Será que suas convicções podem resistir aos argumentos contra a fé cristã? Conheça os fundamentos importantes da fé e poderá transformar discussões numa oportunidade de compartilhar o Evangelho da Verdade

Certamente, todos os cristãos evangélicos, em algum momento de sua vida, já foram confrontados com questionamentos quanto à fé que professam. Isso não vem de hoje. A história nos mostra que em todos os períodos da história humana Deus e o Cristianismo têm sido atacados.

Na Bíblia, encontramos o texto áureo da defesa da fé cristã. Está em I Pedro 3:15: “Antes santificai a Cristo em vossos corações e estejais sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”.

Nesse trecho, Pedro nos dá as bases da defesa da apologia cristã. Em relação à pessoa de Cristo é necessário “santificá-lo em nossos corações”; em relação a nós mesmos: “estarmos preparados”; e em relação aos nossos oponentes: “responder com mansidão e temor”.

A defesa da fé é denominada “apologia” – que do grego significa “resposta” ou “discurso de justificação”. Ela compõe um conjunto de respostas às perguntas feitas sobre Deus, Jesus e o pensamento cristão. Na visão do pastor Valdir Stephanini, a apologia é, também, uma importante forma de testemunho da fé.

“A apologética é essencial à prática missionária. Existem vários tipos de apologética, mas o mais importante a considerar é que só é capaz de defender a fé aquele que tem convicção, certeza de salvação em Cristo Jesus”, disse o líder da Primeira Igreja Batista de Serra.

Não é objetivo da apologia tão somente ganhar debates/discussões no âmbito filosófico, científico ou teológico, antes pretende cumprir o Ide de Jesus, de forma a pregar o Evangelho de forma a dissipar todas as cosmovisões que sejam antagônicas ao Cristianismo.

Dicas: Como responder aos argumentos contra a fé cristã?

– Em vez de afirmar, questione; diante de um “osso duro de roer”, faça uma boa pergunta. As perguntas devem ser interativas por natureza, a fim de convidar o outro a participar da conversa.
– Quando o cristão devolve uma contestação ou questionamento com outra pergunta, é o “outro” que tem que dar conta da resposta.
– Jesus utilizou esse método quando se encontra à frente de uma multidão hostil: Ele fazia perguntas desafiadoras, objetivando silenciar seus detratores (veja Lucas 20:22-26; 20:4).
– Vale destacar também que Jesus tinha um método maravilhoso de pregação: as metáforas, utilizando exemplos diários para transmitir a mensagem de salvação.
– A maioria dos críticos baseiam suas opiniões mais em generalizações e palavras de ordem do que em reflexões cuidadosas.Por isso, é importante deixar a pessoa se sentir à vontade, ser cordial com ela, deixar que ela expresse sua opinião sem interrompê-la. É importante não demonstrar ser o “dono da verdade”.
– É oportuno tratar um tema por vez e respaldar sua resposta para não parecer que se trata apenas de uma opinião pessoal.
Fonte: Pr. Valdir Stephanini

Importância pessoal e social

A apologética sempre teve grande importância na história da Igreja e foi vital no Novo Testamento para auxiliar os crentes em sua caminhada inicial diante de um mundo contrário à nova fé.

Se a apologética foi importante naquela época, quanto mais agora, no mundo atual, que têm sido caracterizado por movimentos filosófico-teológicos denominados como secularismo, relativismo, ateísmo, pós-modernismo e pluralismo.

Nesse contexto social, é de responsabilidade de cada cristão levantar a bandeira do Evangelho e defender as verdades bíblicas não apenas verbalmente, mas também com seu comportamento – é aí que entra o crescimento pessoal a partir da defesa da fé.

Em Tiago 2:18 lemos: “Tu tens fé e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé”. São nossas atitudes e nosso coração na obra que refletem a importância de Deus em nossas vidas. Fazer o bem, testemunhar é o comportamento natural de quem está integrado ao propósito de Deus.

“É necessário que o crente esteja respaldado por conhecimento a cerca de sua fé, a partir de um estudo sólido e permanente da Palavra de Deus. Nossas atitudes falam muito e o tempo todo. O amor pelas almas perdidas deve ser sempre nosso objetivo, pedindo sempre sabedoria à Deus na hora de defendermos nossa fé”, considera o pastor Valdir Stephanini.

Referências bíblicas

A Bíblia é a Verdade: João 17:17
Apego à Palavra – Tito 1:9
Armadura de Deus – Efésios 6:13-20
Defesa da Fé – I Pedro 3:15; Judas 1:3
Dificuldade para Defender a Fé: Judas 3
Destruir argumentos contra Deus – II Coríntios 10:5
Fé – Efésios 2:8-9
Homem natural não entende Deus: I Coríntios 2:14
Os primeiros apologistas – os milagres de Moisés na corte do faraó (Êxodo 7); o confronto de Elias com os profetas de Baal (I Reis 18) ; Deus conclamando os seus oponentes para “exporem as suas causas” (Isaías 41:21)
Nem todos os caminhos levam a Deus: Mateus 7:13,14
Santificar Deus na nossa vida – I Coríntios 3:16; 6:19
Sabendo responder como convém – Colossenses 4:6
Sensibilidade para expor a fé – Atos 17:16-31

Matéria é uma republicação da Revista Comunhão. Fatos, comentários e opiniões contidos no texto se referem à época em que a matéria foi escrita.

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