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domingo, 24 outubro 2021

Estudo: como a fé se conecta com o cérebro

Estudo realizado por neurocientistas da Universidade de Georgetown, EUA, encontra padrões que indicam como a fé se conecta ao cérebro

Realizado por neurocientistas da Universidade de Georgetown, nos EUA, a revista Nature Communications publicou um estudo, indicando que há indícios que apontam que a fé em Deus está diretamente ligada ao cérebro. E a maneira que essa evidência foi encontrada é surpreendente.

A Bíblia descreve a fé como “a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos” (Hebreus 11:1). O estudo pode estar próximo de comprovar, academicamente, a compreensão espiritual sobre o tema consagrada há milênios no Novo Testamento.

O estudo “Implicit pattern learning predicts individual differences in belief in God in the United States and Afghanistan” (“Aprendizado de padrões implícitos prevê diferenças individuais na crença em Deus nos Estados Unidos e no Afeganistão”) foi publicado este mês na revista.

Trata-se de um relatório sobre as descobertas dos neurocientistas a respeito da capacidade de um indivíduo de prever inconscientemente padrões complexos, por meio de uma habilidade conhecida como padrão implícito aprendizagem.

Estudo

O estudo envolveu um grupo predominantemente cristão de 199 participantes de Washington, DC, e um grupo de 149 participantes muçulmanos em Cabul, no Afeganistão. Os padrões descobertos possuem uma forte correlação com a força da crença dos indivíduos que participaram do estudo, em um Deus que cria padrões de eventos no universo.

“É um estudo sobre por que e como os cérebros passam a acreditar em Deus. Nossa hipótese é que as pessoas cujos cérebros são bons em discernir inconscientemente padrões em seu ambiente podem atribuir esses padrões às mãos de um poder superior”, disse o pesquisador que coordenou o estudo, Adam Green.

Fé e cérebro

Para medir a capacidade de aprendizagem de padrão implícito dos participantes do estudo, os pesquisadores usaram um teste cognitivo bem estabelecido no qual eles tiveram que assistir uma sequência de pontos aparecer e desaparecer rapidamente na tela do computador.

Eles apertaram um botão para cada um dos pontos em movimento, mas alguns participantes do estudo – aqueles que registraram a capacidade de aprendizagem implícita mais forte – começaram a aprender subconscientemente os padrões ocultos na sequência. Eles apertaram o botão dos pontos antes de eles aparecerem.

Mesmo os melhores aprendizes implícitos no estudo não sabiam que os pontos formavam padrões que demonstravam que o aprendizado havia acontecido em um nível inconsciente.

O estudo mostrou que, mesmo entre as crianças, aqueles com capacidade de aprendizagem de padrão implícito eram mais propensos a aumentar a fé em Deus, mesmo que tivessem sido criados em uma família que não fosse religiosa.

“O aspecto mais interessante deste estudo, para mim, e também para a equipe de pesquisa afegã, foi ver padrões nos processos cognitivos e crenças replicados nessas duas culturas”, disse Warren. “Afegãos e americanos podem ser mais parecidos do que diferentes, pelo menos em certos processos cognitivos envolvidos na crença religiosa e na construção de significado do mundo ao nosso redor. Independentemente da fé de alguém, as descobertas sugerem percepções interessantes sobre a natureza da crença”, acrescentou.

Green entende que outros estudos a partir dessa descoberta são necessários para que se obtenham maiores informações, mas o que se descobriu abre um amplo leque de possibilidades para a ciência.

“Um cérebro que é mais predisposto ao aprendizado de padrões implícitos pode estar mais inclinado a acreditar em um deus, não importa onde no mundo esse cérebro se encontre, ou em que contexto religioso”.

*Com informações de The Christian Post

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