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segunda-feira, 15 DE julho DE 2024

Neurologista explica o impacto positivo da fé no cérebro e na saúde

Foto: FreePik

A frequência da oração aumenta o córtex pré-frontal do cérebro, permitindo que a pessoa tenha mais facilidade para tomar decisões assertivas

Por Patricia Scott

A oração como disciplina cristã não é novidade. Isso porque a Bíblia incentiva a prática como fonte de intimidade com Deus, fortalecimento da fé e crescimento espiritual.

Ao longo dos anos, vários estudos foram desenvolvidos, comprovando os efeitos positivos da oração para a saúde humana. E a neuroteologia tem se debruçado em entender os efeitos da fé no cérebro. Não à toa, a definição de saúde, conforme a OMS, é o estado de bem-estar físico, mental e espiritual, em vez de somente ausência de doença.

“A oração modifica o cérebro completamente. Não relaxa como uma meditação, ao contrário do que muita gente pensa. Ela o estimula”, explica o neurologista Denis Birman, que se dedica à neuroteologia. Segundo ele, não há nada que estimule mais o córtex pré-frontal, que é responsável pela decisão, pelo comportamento, pela ética, do que a oração. “Quando a pessoa ora, essa parte do cérebro, que também é o ‘Ponto de Deus’, da empatia, da gratidão, da socialização, da fé, aumenta em 7 ml por minuto a quantidade de sangue”, explica.

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O especialista diz que, em uma oração de 13 minutos, são liberados neurotransmissores do amor, do afeto, do bem-estar e da motivação. “Nenhuma outra atividade consegue liberar os quatro de uma vez”, comenta Denis, acrescentando que os benefícios da oração são sentidos quando a pessoa ora, no mínimo, quatro vezes por semana.

De acordo com o neurologista, a frequência na prática da oração aumenta o córtex pré-frontal do cérebro, o que permite que a pessoa tenha mais facilidade para tomar decisões assertivas. “Ajoelhar e colocar as mãos juntas, em posição de oração, também aumenta a quantidade de sangue nessa região do cérebro”.

Poder da intercessão

O neurologista revela, ainda, que a oração de um terceiro influencia, sim, na vida de um indivíduo que nem tem conhecimento que estão orando por ele. “Foi realizado um estudo com mais de mil pacientes, nos EUA, e o grupo que recebeu oração apresentou as melhoras mais significativas”.

Por outro lado, Denis pontua que a prática de orar pelo outro também beneficia o intercessor. Isso porque “hipertrofia o lobo pré-frontal do cérebro, desencadeando satisfação, que foi gerada a partir da ação de ajudar o outro. É o sistema natural dopaminérgico [motivação]”.

Doenças mentais e vícios

De acordo com Denis Birman, a oração diária diminui em 37% o índice de ansiedade e depressão, conforme estudo da Universidade  de Harvard com mais de sete mil participantes. “Sabemos que, quando a pessoa está com alto índice de depressão, sentirá dificuldade de orar, mas a oração deve fazer parte de um conjunto de ações” no enfrentamento da doença.

Birman expõe também que todo vício vem do sistema dopaminérgico mesolímbico. Isso porque “a dopamina que a pessoa teria normalmente gerada por gratidão, empatia e exercício físico, por exemplo, é ativada por hábitos não saudáveis”. Então, o corpo se acostuma e sente falta. “Para retirar essa vontade, é extremamente complicado, porque é algo bioquímico”, diz.

O neurologista pontua que os medicamentos servem para suporte, mas não podem ser ministrados indefinidamente. “Eles são prescritos para remediar aquilo que não foi prevenido, enquanto eu ensino a prevenção”, enfatiza e complementa: “A oração entra nesse processo, já que ela vai fazer com que o paciente volte para o equilíbrio”.

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